A ciência explica finalmente para que servem os homens

MyDearValentine / Flickr

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Um novo estudo, publicado na revista científica Nature, afirma que encontrou uma utilidade real para os homens: vantagens evolutivas.

Como existem outros métodos de reprodução além do sexo e levando-se em conta que a contribuição masculina para o processo reprodutivo se resume apenas ao espermatozóide, há muitas pessoas a perguntar-se se os homens não poderiam ser sumariamente “dispensados”.

O sexo, apesar de apresentar muitas desvantagens como método de reprodução, é adoptado por cerca de 3 milhões de espécies.

Isso ocorre mesmo com problemas como a perda de tempo, o esforço na busca de um parceiro adequado e a possibilidade de os bons genes não serem passados para os descendentes – já que os dois pais contribuem com genes -, o que não é bom quando se fala em selecção natural.

Mas um novo estudo, de investigadores da Universidade East Anglia, na Grã-Bretanha, publicado na Nature, sugere que a selecção sexual traz vantagens evolutivas.

“A selecção sexual é uma força evolutiva poderosa que determina quem vai reproduzir-se”, disse à BBC o professor de Ecologia Evolutiva Matt Gage, que liderou a pesquisa.

Rituais de acasalamento ou plumagens e adereços para chamar a atenção de uma fêmea numa espécie podem ser facilmente observados na natureza. Mas esta pesquisa dá uma ideia melhor da importância evolucionária deste comportamento na sobrevivência das espécies.

Segundo os investigadores, a selecção sexual permite que os bons genes sejam espalhados e combate a proliferação de genes considerados maus.

Desta forma, a competição entre machos para a reprodução resulta num benefício muito importante: a melhora da saúde genética da população, segundo Gage.

Para atrair parceiras, os machos precisam de competir contra adversários – em lutas pela reprodução – e os que são bons nesta competição tendem a ser bons na maioria das outras coisas.

A selecção sexual fornece assim um filtro importante e eficaz para manter e melhorar a saúde genética da população, segundo os cientistas.

Para avaliar a importância da selecção sexual na evolução, os cientistas estudaram grupos diferentes de besouros castanhos em laboratório durante uma década.

A proporção entre machos e fêmeas variava nos diferentes grupos para que os cientistas se concentrassem na importância da competição.

Depois de sete anos, ou 50 gerações, os investigadores descobriram que os machos que competiam mais pelas fêmeas eram mais saudáveis e mais resistentes a doenças.

Mas os besouros que se reproduziam sem a necessidade de selecção sexual foram extintos depois de apenas dez gerações.

Então para que servem afinal os machos?

Obviamente, para que a espécie não seja extinta.

ZAP, BBC

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4 COMENTÁRIOS

  1. Esta notícia é feita para atrasados mentais. Além disso é estupidamente discriminatória de sexo masculino em relação a sexo feminino, a história mostra que foram essencialmente seres do sexo masculino que contribuiram para a evolução efectiva da civilização humana em todos os campos, desde a ciência, à cultura, etc. Reduzir um ser humano a uma questão de sexo, e generalizar comportamentos de besouros para um ser altamente complexo, é também um sinal de uma mente completamente autista e burra, que se está a esquecer do mais importante, e que o ser humano não é apenas um mamífero que se reproduz por instinto. Nota para o texto de opinião que não passa disso, e sem sentido crítico : -1 .

    • concordo absolutamente!!! da imbecilidade arrogante dos Britânicos já não em surpreende mas agora que jornalistas portugueses sejam tão imbecis ao ponto de fazerem desta aberração uma noticia…
      não é necessária ser-se nenhum génio da lâmpada magica para se saber que para que haja reprodução é necessário um macho e uma fêmea o que em algumas espécies e/ou subespécies podem existir dentro de um mesmo individuo, não sei no entanto se isto é sequer verídico ou se está de facto comprovado pela ciência mas ambos os géneros masculino e feminino são necessários para que se possa verificar a reprodução e/ou multiplicação das espécies nenhum dos dois tem menos ou mais valor do que o outro porque ambos são necessários em proporções iguais

  2. “selecção sexual traz vantagens evolutivas.”

    Estas conclusão…acho isto errado se associado ao home (segundo sugere a noticia). Acho isto semelhante, na minha opinião, a criar esteriótipos da genética e da seleção natural que na prática “animaliza” os homens. Ou seja, dizer que o homem se auto-determina pelos mesmos padrões que os animais.

    Por isso a questão: quem tem “melhores genes” humanos?

    Um homem alto, musculado, inteligente, empresário rico e ao mesmo tempo arrogante, mau, não se preocupa com os outros.
    Ou um pobre, magro, poucos estudos académicos, mas com humildade, bom senso, amor ao próximo e pronto a ajudar quem precisa?

    Qual o melhor humano? O que tem melhores genes “carnais” ou o que tem melhores “genes” espirituais/humanos?

    Não serão estes estudos de genética a “carnalização” ou o ato de animalizar o homem? E ridicularizando o lado humano do homem e sobrevalorizando raças e poderios genéticos? É a minha questão….

    O problema acho que são as implicancias humanas, morais, civicas com estes tipos de ciencia.

    Não é quem tem melhor aspeto fisico ou aparencia de melhor resistencia às doenças que garante que vai ser uma pessoa melhor em termos morais e humanos que outra. A distinção de genes, raças e todas outras coisas subvertidas a uma teoria de seleção natural humana não deve existir.

    Haja isso quanto aos animais. Faça-se ciencia.

    Mas nó nãos devemos ir pela lei dos animais. Senão tornamo-nos quase como animais também, na minha opinião, e criando esteriótipo de raças.

    Seleção natural, alemães e 2ª guerra faz-me lembrar isto mesmo. Só porque os alemães (na minha interpretação histórica) eram os “geneticamente superiores”, e nem que não fosse mais resistentes a doenças e tudo isso… fez deles melhores seres humanos que outros? Faria deles seres mais evoluidos que outros por causa da sua “melhor carne”?

    Como poderemos nós medir a capacidade de resistir a doenças, numa prespetiva de seleção natural, como algo importante? Como podemos medir que um homem “é mais evoluido” que outro por resistir melhor a doenças? Seriam, supostamente, os alemães da 2ª guerra mais evoluidos que os outros?

    Vamos comparar besouros com seres humanos?

    Podemos comparar uma manada de veados (em que há um veado alfa para várias femeas) com seres humanos? Para seres humanos morais, na minha prespetiva ter uma esposa e ter relações com outra pessoa é adultério… e pecado.

    Porque matar, para um macaco, não é imoral nem pecado. Mas para um ser humano (e em que aquilo que o distingue é o fato de ele ser um “ser moral/espiritual”) não é bem assim.

    Por isso a questão… Podemos comparar estudos feitos em besouros, macacos e afins para justificar determinadas coisas em seres humanos?

    Acho isto semelhante à teoria do evolucionismo que nos coloca ao mesmo nível de que o homem veio de um animal. Eu pessoalmente, falo por mim, não acredito.

    Acho que a nossa ciencia precisa refletir nestas questões discernindo que animal e homem não se medem pelos mesmos padrões. Se 1 macaco matar outro macaco vemos a comunidade de macacos levar o assassino para a prisão? Mas o homem leva os assassinos para a prisão porque ele não é animal, não se pode medir por padrões animais. Porque ele é um ser moral, um ser espiritual.

    E mais ainda quem for crente em Deus e nos mandamentos de Deus,acho que tem muitas razões para saber que um homem não se deve animalizar ou imoralizar.

    Concluir coisas sobre o homem com base em padrões animais, acho que é um erro.
    Segundo a investigadora,em que diz que “a selecção sexual traz vantagens evolutivas” talvez isso seja bom para os animais. Mas nada, na minha opinião, pode provar isso nos seres humanos (com referencia à noticia). Acho eu (falo por mim) que basta enumerar exemplos como o referido atrás.
    Estas questões precisam, na minha opinião, grande reflexão da nossa parte.

    Acho que há erros da minha parte aqui nesta abordagem (e infelizmente, chegar à parte de falar dos “alemães” da 2ª guerra, para mim a pior parte). Acima de tudo pretender alertar para a forma como nos conduzimos socialmente (principalmente apartir da ciencia que tem tido bastante foco jornalistico). Porque, socialmente,acho que a forma como pensamos pode vir a ter repercussões na nossa organização social (fundamentada em padrões morais). E acho que no estudo cientifico (ou na difusão jornalistica) deve haver sensibilidade à questão humana.

    Se houvesse esperiencias cientificas sem repercussões sociais é uma coisa. Mas a verdade acho haver repercussões ora nas influencias na forma como se come, se veste, as pessoas se organizam, entre outras coisas. Acho que está na moda a cientifização (cientifismo). Por isso acho que em termos jornalisticos, neste momento (e enquanto esta moda acho que está abrangente) haver mais sensibilidade humana.

  3. Gostei de ler o seu comentário. Existe demasiada investigação com metodologias muito reducionistas, muito pouco representativas da realidade. Investigação de boa qualidade é sem dúvida difícil. Esta história da competição e machos alfa também já cansa.

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