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60 anos depois, já se sabe o que aconteceu aos 9 russos que desapareceram na Montanha da Morte

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Passados 61 anos, o mistério da morte de nove esquiadores russos que faziam uma caminhada pelos Montes Urais, perto da chamada Montanha da Morte, foi finalmente resolvido.

Em 1959, nove viajantes russos que faziam uma caminhada pelos Urais decidiram armar as tendas e passar a noite a poucos passos da chamada Montanha da Morte, a uma curta distância do seu destino. Nunca mais foram vistos vivos.

Os corpos foram encontrados semanas depois, fora das tendas, parcialmente vestidos e distantes uns dos outros. A maior tenda estava rasgada a partir de dentro. A maioria dos jovens estava vestida parcialmente, alguns sem sapatos, outros com roupas que não eram deles – como se tivessem saído sem preparação e apressadamente no meio da noite.

Os investigadores concluíram que três jovens morreram por espancamento “causados por uma grande força”. Os outros morreram de hipotermia. Uma das duas raparigas do grupo estava sem a língua. As roupas de alguns deles tinham doses de radiação duas vezes mais altas do que o habitual.

O incidente da Passagem de Dyatlov — assim chamado em homenagem a Igor Dyatlov, o guia do grupo, que também morreu — era considerado um dos grandes mistérios da história recente da Rússia.

Agora, depois de as autoridades terem voltado a investigar o caso em fevereiro do ano passado, já se sabe o que aconteceu aos viajantes russos.

De acordo com o jornal britânico The Times, os investigadores acreditam que os caminhantes congelaram até a morte depois de fugir da sua tenda durante a noite para se protegerem de uma avalanche.  Os investigadores concluíram que os nove viajantes fugiram aterrorizados das suas tendas no frio profundo da noite sem terem tempo para se vestir.

Segundo Andrei Kuryakov, procurador sénior, embora os estudantes “tenham feito tudo corretamente”, estavam “condenados” depois de perder a tenda de vista. “A visibilidade era de 16 metros. Acenderam uma fogueira e depois procuraram a tenda – mas ela desapareceu após a avalanche”, disse. “Não tinham hipóteses nessas circunstâncias.”

Por outro lado, o veredicto do peocurador foi contestado pelas famílias das vítimas. Yevgeny Chernusov, advogado que representa os parentes, disse que “categoricamente” discorda das descobertas e acredita que os estudantes foram mortos por uma explosão causada por uma falha de foguete.

O mistério deu origem a várias teorias durante anos: desde que foram atacados por prisioneiros fugitivos a terem sido mortos por membros da KGB ou por extraterrestres – e também que se mataram uns aos outros.

Alguns investigadores independentes do caso Dyatlov suspeitaram inicialmente que os excursionistas tinham sido vítimas dos Mansia, o grupo étnico que habitava essas terras, embora o lugar onde foram encontrados estivesse longe da área considerada “sagrada” por esses moradores.

Outros, que foram assassinados por prisioneiros de uma cadeia próxima, mas naqueles dias não houve nenhuma fuga.

Anatoli Guschin, um jornalista local, sempre considerou tinham sido vítimas de uma experiência soviética para inventar uma nova arma – daí a radiação encontrada.

  ZAP //

7 Comments

  1. Pronto, isto é jornalismo da primeira. Um artigo inteirinho, anunciando a solução de um evento que ninguém sabia ter acontecido. E no final . . . fiquei todo esclarecido, que sensação agradável

  2. 60 anos depois, já se sabe o que aconteceu;
    Foi uma avalanche, causada por uma explosão de um foguete fabricado pelo KGB que era para ser vendido aos MANSIA, entretanto os assassinos que fugiram, descobriram que afinal não tinham fugido, voltaram para a cadeia que nunca tinham saido, no regresso encontram a tenda que que tinha desaparecido, com a tempestade que fez a desaparecer.

    Depois vieram os extraterrestres, e comeram tudo!
    Esclarecidos?

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