300 renas mortas por um relâmpago na Noruega

Havard Kjontvedt / Departamento Norueguês de Inspeção à Natureza

Mais de 300 renas foram encontradas mortas no planalto montanhoso na região de Hardanger, na Noruega, depois de terem sido atingidas por um relâmpago durante uma forte tempestade.

As autoridades locais acreditam que os animais foram mortos pelo que terá sido o “relâmpago mais mortal da história“.

“Nunca tínhamos tido conhecimento de um número tão grande de renas mortas por apenas um raio. Tanto quanto sabemos, este foi um incidente único” afirmou Elin Fosshaug Olso, porta-voz da Agência Norueguesa do Ambiente, citada pela BNO News.

Segundo Knut Nylend, funcionário da Inspeção da Natureza Norueguesa, as renas têm a tendência de se manter sempre reunidas em rebanhos, e, provavelmente, concentraram-se numa pequena área com medo da tempestade, tendo sido depois atingidas pelo relâmpago fatal.

As amostras obtidas dos corpos dos animais já foram enviadas para o Instituto Veterinário da Noruega, o que permitirá determinar qual foi a causa da morte das renas.

De acordo com os especialistas, a Noruega não é um país particularmente propenso a relâmpagos com uma dimensão tão grande.

Os dados de satélite da Global Hydrology Research Center da NASA revelam que, ao longo de um ano, o sul da Noruega é atingido, em média, por menos de um relâmpago por quilómetro quadrado.

O Livro do Guinness regista que o relâmpago que provocou mais mortes de animais aconteceu em 2005, quando 68 vacas morreram, na Austrália.

BZR, ZAP

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5 COMENTÁRIOS

  1. “Nunca tínhamos tido conhecimento de um número tão grande de renas mortas por apenas um raio. Tanto quanto sabemos, este foi um incidente único”

    Quantos acidentes únicos como este poderão mais acontecer…e em que circunstâncias?

  2. Esta faz-me lembrar as desculpas que arranjam para os incêndios em Portugal, para branquear as causas dos mesmos, como os “cacos de vidro” e jantes sem pneus.
    Que engula quem quiser.

    • Há muitos anos, um tio meu explicou-me porque há vacas que morrem sozinhas no campo.
      Funciona assim:
      Qualquer ponto de uma objecto ou superfície tem uma carga eléctrica.
      Dois pontos distintos de uma superfície têm sempre cargas eléctricas diferentes (seja muito ou pouco diferentes)
      Entre esses dois pontos, a diferença de valor das cargas eléctricas chama-se “diferença de potencial”, ou DDP.
      Uma pessoa não morre electrocutada por tocar um objecto com carga eléctrica.
      Uma pessoa morre electrocutada quando toca simultaneamente em dois objectos com uma diferença de potencial suficientemente grande. O que mata não é a carga, mas a DDP.
      É um fenómeno conhecido que às vezes as vacas morrem sozinhas nos campos, sem que nada lhes aconteça. Morrem electrocutas. Porquê? Porque dois pontos distintos do terreno estão sempre com uma DDP, e às vezes, raramente, as patas da frente e as patas de trás da vaca estão suficientemente distantes para que a DDP entre os dois pontos seja suficientemente grande para provocar a morte. Acontece.
      Nunca acontece um homem morrer electrocutado no campo, porque os dois pontos de contacto com o chão (os pés) não estão suficientemente afastados para que a DDP seja mortal.
      O que pode ter acontecido com as renas é o raio ter provocado um aumento brutal de DDP numa determinada direcção do terreno, matando provavelmente as que estivessem de frente ou de costas para o local onde o raio caiu – e deixando vivas (se calhar um pouco chamuscadas) as que estivessem de lado.
      Conclusão:
      Se fizer um piquenique no campo, não se ponha de gatas.

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