25 fragmentos dos Manuscritos do Mar Morto acabam de ser publicados

(dr) The Schøyen Collection

Fragmentos do Livro de Levítico, um dos Manuscritos do Mar Morto

Fragmentos do Livro de Levítico, um dos Manuscritos do Mar Morto

Mais de 25 fragmentos inéditos dos históricos “Manuscritos do Mar Morto”, com cerca de dois mil anos, foram revelados recentemente em dois livros.

Os Manuscritos do Mar Morto são centenas de textos bíblicos judaicos, descobertos entre 1940 e 1950 nas cavernas de Qumran, na Cisjordânia, considerados os textos bíblicos mais antigos, datados de antes do nascimento de Jesus.

A autoria dos documentos não está comprovada, mas de acordo com outros documentos históricos é atribuída aos Essénios,  um grupo judaico que viveu na região das descobertas e tem semelhanças com as práticas identificadas nos textos.

Os vários fragmentos divulgados recentemente provêm de livros como Génesis, Êxodo, Levítico, Deuteronómio, Samuel, Reis, Miqueias, Neemias, Jeremias, Joel, Josué, Ezequiel, Jonas e outros.

Entre os documentos destaca-se o fragmento do Livro de Neemias, já que nas investigações realizadas às cavernas de Qumran os arqueólogos não tinham encontrado nenhuma cópia do livro.

Neemias viveu durante o século VI a.C., depois de Jerusalém ter sido destruída pelos babilónios em 586 a.C..

O livro descreve a visita de Neemias a Jerusalém, que estava em ruínas, e retrata o plano para a restauração da cidade, finalizada em apenas 52 dias.

Os cientistas não sabem ainda se o fragmento realmente provém das cavernas de Qumran porque o seu aparecimento na América ainda é um mistério.

Colecionadores

Entre 2009 e 2014, o empresário Steve Green comprou 13 fragmentos, que doou ao Museu da Bíblia em Washington, nos EUA, juntamente com milhares de outros artefactos.

Uma equipa de cientistas publicou os detalhes desses fragmentos no livro “Dead Sea Scrolls Fragments in the Museum Collection”, publicado em agosto de 2016.

Segundo os especialistas, ainda não há qualquer certeza da proveniência dos documentos.

“Alguns destes fragmentos devem ter vindo de Qumran, enquanto os outros podem ter vindo de outros locais no deserto da Judeia”, afirmou Emanuel Tov, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém.

O colecionador norueguês Martin Schoyen possui os restantes 12 fragmentos, cujo conteúdo foi detalhado no livro “Gleanings from the Caves: Dead Sea Scrolls and Artefacts from The Schoyen Collection”, igualmente publicado este ano.

Schoyen coleciona manuscritos bíblicos desde 1986 e tem uma vasta coleção de antiguidades.

Alguns dos fragmentos da sua coleção vêm das cavernas 1, 4 e 11 de Qumran, enquanto outros foram descobertos nas cavernas do deserto da Judeia, perto de Jerusalém.

No entanto, devido às preocupações de que alguns dos fragmentos sejam falsificações, os cientistas ainda estão a realizar testes aos manuscritos doados para tentar determinar a sua veracidade.

BZR, ZAP / Hypescience

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