Tiago Petinga / Lusa

O antigo juiz Rui Fonseca e Castro foi assumiu, este fim-de-semana, a liderança do partido nacionalista de extrema-direita, Ergue-te. José Pinto Coelho deixa o cargo, 19 anos depois. Eleições? “A democracia é uma farsa”.
Durante a 8.ª Convenção Nacional, que decorreu este fim-de-semana em Coimbra, sob o lema “Unir passado e futuro”, o Ergue-te apresentou o novo líder do partido.
Rui Fonseca e Castro substitui José Pinto Coelho, que era líder desde 2005, numa decisão unânime.
Na rede social X, José Pinto Coelho, que passou a presidente honorário vitalício. O ex-líder escreve ter sido ele próprio a “encontrar sucessor a quem pudesse passar testemunho”.
Ergue-te entrou numa nova era.
Encontrei sucessor a quem pudesse passar testemunho e, criadas as condições, estamos muito mais reforçados.
Estarei sempre na linha da frente e sou Presidente Honorário vitalício.
O novo Presidente, Rui da Fonseca e Castro, tem o meu total apoio.— José Pinto-Coelho 🇵🇹 🤚🏻 (@jpintocoelho60) December 15, 2024
Questionado, nos comentários, se o processo de transição envolveu eleições, José Pinto Coelho respondeu que “a democracia é uma farsa”.
Partido prepara candidato presidencial
O novo dirigente partidário adiantou que o Ergue-te vai preparar a participação nas autárquicas de 2025 e uma candidatura própria às Presidenciais de 2026, descartando qualquer apoio ao eventual candidato almirante Gouveia e Melo.
Nas eleições legislativas de 10 de março deste ano, o partido obteve 6.034 votos.
No discurso de encerramento da convenção, Rui Fonseca e Castro – vulgarmente conhecido como “juiz negacionista” – salientou que tem uma mensagem de amor, que abrange “família, comunidade e nação”, considerando que Portugal está em processo acelerado de destruição por ter “perdido a noção de família e amor”.
“A nossa vida começa e termina na família, que é onde o nosso amor se concentra. Mas família não é apenas a nossa mulher e filhos, é também a comunidade, as pessoas da nossa área e da nossa nação”, declarou.
ZAP // Lusa