18 anos depois do 11 de setembro, Trump promete intensificar combate aos talibãs

Jonathan Ernst / Reuters

Donald Trump

O Presidente norte-americano reiterou a promessa de intensificar os combates contra os talibãs no Afeganistão, no dia em que se assinalam os 18 anos do 11 de setembro.

“Nos últimos quatro dias, atacámos o nosso inimigo com mais força do que alguma vez o fizemos e isso vai continuar”, disse Donald Trump na cerimónia que recordou os atentados do 11 de setembro que motivaram a guerra no Afeganistão.

Referindo-se ao atentado de Cabul que custou a vida a um soldado norte-americano e que o levou a anular um encontro secreto com os talibã, o Presidente disse que estes quiseram mostrar a sua força, mas na verdade mostraram a sua fraqueza.

Na cerimónia desta quarta-feira, Trump depositou uma coroa de flores no Pentágono e disse às famílias das vítimas: “Este é o aniversário da vossa dor pessoal e permanente”.

Os EUA assinalam hoje a data com várias cerimónias solenes, 18 anos depois dos ataques terroristas mais mortíferos ocorridos em solo norte-americano.

Uma multidão de familiares das vítimas reuniu-se no Ground Zero, onde a cerimónia começou com um momento de silêncio e sinos a tocar às 08h46 (13h46 em Lisboa), o momento em que um avião sequestrado bateu na torre norte do World Trade Center, em Nova Iorque.

Enquanto Trump participou na cerimónia do Pentágono, atingido por um dos aviões sequestrados, o vice-Presidente, Mike Pence, é esperado na cerimónia no terceiro local do ataque, perto de Shanksville, no estado da Pensilvânia.

O ex-Presidente George W. Bush, comandante-chefe das Forças Armadas na época dos ataques de 2001, deve comparecer à tarde para depositar uma grinalda de flores no Pentágono.

O país ainda hoje enfrenta as consequências do 11 de setembro, seja no país, com a segurança reforçada nos aeroportos, ou no estrangeiro, nomeadamente com a guerra do Afeganistão, onde há um grande contingente de tropas norte-americanas.

As cerimónias de hoje concentram-se na homenagem às quase três mil pessoas mortas. Todos os nomes das vítimas serão lidos em voz alta nas cerimónias no Ground Zero.

Entretanto, tem havido uma crescente conscientização do sofrimento de outro grupo: bombeiros, polícias e outros que adoeceram ou morreram após a exposição aos destroços e às toxinas libertadas dos escombros.

Um fundo de compensação às vítimas com problemas de saúde potencialmente relacionados ao 11 de setembro já concedeu, até hoje, mais de 5,5 mil milhões de dólares. Mais de 51.000 pessoas inscreveram-se nesta iniciativa.

Depois de anos de impasse legislativo, o Congresso norte-americano garantiu este verão que o fundo não ficará sem verbas. Donald Trump, republicano e nova-iorquino que estava na cidade no dia do ataque, assinou a medida em julho.

Os doentes ganharam novo reconhecimento este ano na praça memorial, onde o novo ‘9/11 Memorial Glade’ homenageia as vítimas pós-atentado.

O tributo apresenta seis grandes pilhas de granito incrustadas com aço recuperado do World Trade Center, com uma dedicatória: “àqueles cujas ações em nosso tempo de necessidade levaram a ferimentos, doenças e morte”.

Os Estados Unidos e os representantes dos talibãs, que controlam uma parte significativa do território afegão, mantêm contactos há mais de um ano no quadro das negociações que decorriam no Qatar.

No essencial, as negociações pretendem pôr fim a duas décadas de guerra, sendo que recentemente foi divulgado um documento provisório que prevê a retirada de cinco mil soldados norte-americanos num período de 135 dias.

Lusa // Lusa

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