Cientistas conseguiram manter tecido cerebral de cobaias vivo durante semanas

Cientistas japoneses conseguiram manter partes de tecido cerebral de cobaias vivas e viáveis durante 25 dias, isoladas numa cultura, graças a um novo método.

De acordo com o Science Alert, a chave para o sucesso foi um novo método para manter o tecido cerebral vivo, que envolveu a combinação de um tipo especial de membrana com um dispositivo microfluídico modificado.

O dispositivo consiste num canal microfluídico semi-permeável, cercado por uma membrana artificial permeável e paredes sólidas. Essas paredes sólidas são feitas de polidimetilsiloxano (PDMS), um polímero de organossilício geralmente utilizado em dispositivos microfluídicos.

Logo, o fluido circulava pelo canal e passava pela membrana permeável para manter o tecido húmido enquanto ainda permitia a troca de gases entre as células. Embora pareça “simples” — para os mais entendidos claro —, os investigadores afirmam que não foi assim tão fácil de concretizar.

“Controlar o fluxo médio foi difícil porque o micro canal formado entre as paredes do PDMS e a membrana porosa era incomum. No entanto, tivemos sucesso depois de modificações por tentativa e erro na membrana porosa e ajustes nas taxas de fluxo de entrada/saída”, explica o bioquímico Nobutoshi Ota, do RIKEN BDR, no Japão, e um dos autores do estudo agora publicado na revista científica Analytical Sciences.

A equipa usou um pequeno pedaço do cérebro chamado núcleo supraquiasmático (SCN), responsável nos mamíferos pela manutenção do ritmo circadiano e dos ritmos biológicos. As células neuronais no SCN trocam e sincronizam informações de fase movendo peptídeos e pequenas moléculas entre as células, o que o torna ideal para o estudo das interações celulares.

As cobaias das quais os cientistas colheram esses SCNs foram geneticamente editados, de modo a que a atividade do ritmo circadiano no cérebro estivesse ligada à produção de uma proteína fluorescente: se tudo estivesse a funcionar como deveria, o tecido também ficava fluorescente.

E foi exatamente isso que aconteceu, durante 25 dias, só porque esse foi o tempo limite estipulado para o experimento. Na verdade, os investigadores esperavam que pudesse durar mais de 100 dias.

É precisamente esse período que tencionam testar da próxima vez. A equipa acredita que o método poderia ser usado para todos os tecidos dos órgãos, não apenas do cérebro. E também há potencial para órgãos humanos criados em laboratório.

“Este método pode ser usado para mais do que tecidos ex plantados de animais. Também melhorará a pesquisa sobre organogênese através da cultura e observação a longo prazo, necessárias para o crescimento de tecidos e órgãos”, conclui Ota.

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