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Viúva teve que pedir dinheiro para pagar transladação do corpo de Rendeiro para Portugal

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Luís Miguel Fonseca / Lusa

O ex-banqueiro João Rendeiro no Tribunal de Verulam

O ex-banqueiro João Rendeiro no Tribunal de Verulam

O corpo de João Rendeiro, que foi encontrado morto na prisão da África do Sul onde estava detido, vai ser repatriado para Portugal nesta quinta-feira. A viúva do ex-banqueiro teve que pedir dinheiro a amigos e familiares para pagar a despesa.

O corpo do antigo presidente do BPP vai ser repatriado para Lisboa num voo da companhia aérea angolana TAAG, revela à Lusa fonte próxima do processo.

A Embaixada de Portugal na África do Sul contratou os serviços de uma empresa funerária anglo sul-africana de Joanesburgo para enviar o corpo de Rendeiro para Portugal. O voo fará uma escala técnica na capital angolana.

De acordo com a mesma fonte, o processo de trasladação do ex-banqueiro, que foi encontrado morto, no dia 12 de Maio, na prisão de Westville em Durban, a mais de 500 quilómetros de Joanesburgo, deverá custar cerca de 3.000 euros ao Estado português.

Mas o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) já esclareceu que a “contratação da funerária e demais decisões e tramitação” do processo são da responsabilidade da família do ex-presidente do BPP.

Em resposta à agência Lusa, o MNE referiu que “tem estado em articulação com os representantes da família e a acompanhar toda a situação, prestando apoio e emitindo a documentação necessária, designadamente com transcrição do óbito para o regime jurídico português e emissão de alvará de trasladação”.

Contudo, “a contratação da funerária e demais decisões e tramitação relativa ao processo de transladação são, como em todos os casos, da responsabilidade da família do cidadão nacional falecido”, apontou o MNE.

Viúva de Rendeiro sem dinheiro para a transladação

Assim, deverá ser a viúva de Rendeiro a suportar os gastos relacionados com o repatriamento dos restos mortais do marido. No total, os custos “podem ascender aos dez mil euros”, conforme apurou o Correio da Manhã (CM).

O jornal refere que Maria de Jesus Rendeiro “não tem dinheiro para pagar a transladação” e que “terá recorrido a familiares e amigos para conseguir fazer face a esta despesa”.

Entretanto, ainda não foram divulgados os resultados da autópsia ao ex-banqueiro. A polícia sul-africana (SAPS) continua a investigar as causas da morte.

A retirada do corpo da morgue estatal sul-africana em Pinetown, subúrbios de Durban, onde permaneceu mais de duas semanas, após a autópsia, ocorreu na tarde de sexta-feira. A transferência para Joanesburgo decorreu no dia seguinte, conduzida pelas autoridades portuguesas na África do Sul.

João Rendeiro, de 69 anos, foi encontrado morto na véspera do dia em que deveria ser presente em tribunal.

O antigo presidente do BPP estava detido na África do Sul desde 11 de Dezembro de 2021 a aguardar a extradição, após três meses de fuga à justiça portuguesa para não cumprir pena.

  ZAP // Lusa

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