Vitória SC 1-2 Porto | “Dragão” cola-se à liderança

A Liga NOS está ao rubro. O FC Porto foi a Guimarães vencer o Vitória SC por 2-1 e está a apenas um ponto da liderança do campeonato, na sequência da derrota do Benfica no sábado em casa ante o Sporting de Braga.

Os “dragões” entraram fortes na partida, marcaram cedo num autogolo de Douglas, mas permitiram a reacção vimaranense, com os da casa a empatarem no arranque do segundo tempo, por Bruno Duarte.

Mas Moussa Marega reagiu de pronto e fez o golo que deu os três pontos aos forasteiros. Um triunfo por dois golos, numa partida em que os “azuis-e-brancos” enquadraram um só remate.

O jogo explicado em números

  • O Porto entrou em campo a todo o gás, a pressionar muito alto e empurrar o Vitória para junto da sua grande área. E logo aos dez minutos os visitantes colocaram-se na frente. Em zona frontal à grande área, Sérgio Oliveira rematou com estrondo à barra, a bola embateu em Douglas e entrou na baliza do guardião brasileiro, que fez assim autogolo. Ao segundo remate portista estava inaugurado o marcador, sem que a equipa registasse ainda um disparo enquadrado.
  • Só dava Porto no primeiro quarto-de-hora. Os “dragões” registavam 73% de posse de bola nesta fase e os únicos três remates, sendo que os vimaranenses não passavam do meio-campo. Os visitantes apresentavam também sete cruzamentos contra nenhum dos anfitriões. Só que aos 18 minutos, no primeiro ataque do Vitória digno desse nome, Marcano tirou em cima da linha um remate com selo de golo de Marcus Edwards.
  • Este último lance marcou uma ligeira viragem na partida, com os homens da casa a assumirem mais a posse e as despesas ofensivas, chegando à meia-hora com quatro remates, tantos quanto o Porto, e curiosamente o único remate enquadrado do encontro, apesar de estarem a perder. Nesta fase já a posse de bola portista havia caído para 67%, ainda assim sinal de clara superioridade.
  • O médio Pêpê Rodrigues destacava-se nesta fase, com um rating de 6.1, sustentado por três passes longos certos em quatro tentativas. Do lado do Porto, Sérgio Oliveira, que esteve na origem do golo da sua equipa, era o melhor, com 16 passes certos em 17 e dois remates.
  • Entrada forte do Porto na partida, a sufocar os vitorianos nos primeiros minutos e a chegarem à vantagem com um autogolo de Douglas, após remate de Sérgio Oliveira à barra. Aos poucos os homens da casa equilibraram um pouco as operações e até criaram lances de perigo, mas os “dragões” chegaram ao descanso em total controlo das operações e com superioridade estatística, apesar de não registarem nenhum remate enquadrado. O melhor em campo nesta fase era Florent Hanin, com um GoalPoint Rating de 6.2. O lateral registava uma ocasião flagrante criada e quatro acções defensivas.
  • A segunda parte começou praticamente com o golo do empate. Ola John cruzou da esquerda e Bruno Duarte, ao segundo poste, aproveitou a passividade da defesa contrária para fazer o 1-1 de cabeça, ao segundo remate da equipa deste o intervalo, primeiro com boa direcção. Mas a resposta não tardou.
  • Aos 60 minutos, Marega surgiu isolado frente a Douglas e, com toda a calma, fez a bola passar por cima do guardião contrário. No primeiro remate enquadrado dos “dragões” no jogo… segundo golo. Isto numa fase de algum equilíbrio, com os portistas a registarem somente 51% de posse de bola, enquanto a superioridade caseira residia nos remates (5-1).
  • Aos 72 minutos, Marega saiu, após problemas com os adeptos da casa, e entrou para o seu lugar Wilson Manafá. Um caso que demorou o seu tempo a ser resolvido e que tirou ritmo à partida. Por volta dos 75 minutos, o Vitória registava 54% de posse de bola e oito remates no segundo tempo, mas apenas um enquadrado, o do golo, perante o disparo único dos forasteiros, que também fez funcionar o marcador.
  • Os últimos minutos foram algo confusos, com o Vitória a dominar (58% de posse no segundo tempo) e a atacar muito, com cruzamentos e mais coração do que cabeça. Facto que facilitou a tarefa portista nesta recta final, anulando as desesperadas tentativas minhotas na busca pelo empate. Isto apesar de Davidson, nos descontos, ter arrancado um remate acrobático que quase deu em golo.

José Coelho / Lusa

O melhor em campo GoalPoint

Enorme jogo do lateral francês do Vitória. Perante a reacção vimaranense à desvantagem, que permitiu à equipa assumir o jogo e terminar em cima do Porto, Florent foi um dos esteios ofensivos da sua equipa.

Ao todo criou duas ocasiões flagrantes de golo em quatro passes para finalização, fez oito cruzamentos, três deles eficazes, e completou as quatro tentativas de drible, duas delas no último terço. Foi o melhor em campo, com um GoalPoint Rating de 7.4.

Jogadores em foco

  • Pêpê Rodrigues 6.4 – Mais um grande jogo do médio-defensivo vitoriano, mais uma vez com uma demonstração de grande qualidade numa das suas melhores características, o passe logo. Ao todo fez 13, acertando nove deles, e ainda completou duas de quatro tentativas de drible e somou dez acções defensivas.
  • Bruno Duarte 6.2 – O avançado brasileiro foi o autor do golo dos homens da casa, tendo registado três remates, um enquadrado. Para além disso ganhou os dois duelos aéreos defensivos em que participou e apenas um de quatro ofensivos, acabando por passar despercebido noutros momentos do jogo.
  • Chancel Mbemba 6.2 – Perante a ausência de Pepe por lesão, Mbemba assumiu a responsabilidade e esteve muito bem nas tarefas defensivas. O congolês foi o melhor do Porto, com 88% de eficácia de passe, seis passes longos certos em nove, três duelos aéreos defensivos ganhos (100%) e oito acções defensivas.
  • Iván Marcano 5.7 – O segundo melhor dos “dragões” foi o outro defesa-central. O espanhol destacou-se nos alívios (6), mas a sua concentração e bom posicionamento permitiram-lhe fazer dois bloqueios de remate e um corte decisivo, em cima da linha de golo.
  • Sérgio Oliveira 5.7 – Após marcar nos dois últimos jogos, o médio voltou a evidenciar-se no ataque, realizando o remate à barra que acabou por dar em autogolo de Douglas. Ao todo, Sérgio fez dois remates, um passe para finalização e registou o número máximo de desarmes (6).
  • Moussa Marega 5.0 – Saiu intempestivamente do terreno de jogo, após ter sido, alegadamente, alvo de insultos racistas. Mas antes já havia deixado a sua marca, ao fazer o 2-1 para o Porto, naquele que foi o único remate enquadrado da equipa “azul-e-branca” na partida.

Resumo

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