Vinho com 1700 anos, considerado o mais antigo do mundo, ainda se pode beber

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Carole Raddato / Flickr

A garrafa de vinho Speyer

A garrafa de vinho Speyer, datada de 325 – 359 d.C. e considerada a mais antiga do mundo, permanece selada há quase 1700 anos. Apesar de já não conter teor alcoólico, os especialistas dizem que ainda se pode beber.

A garrafa de 1,5 litros é uma das 16 encontradas no túmulo de um casal romano, perto da cidade de Speyer, na Alemanha, em 1867, sendo a única que ainda continha vinho. Manteve-se conservada graças a um selo de cera e a uma grande quantidade de azeite de oliva.

Segundo o Ancient Origins, os especialistas acreditam que o vinho era produzido a partir de uma mistura de uvas locais, ervas e azeite de oliva. Atualmente o líquido tem um aspeto pouco atraente e perdeu todo o seu teor de etanol. No entanto, afirmam que é seguro beber.

A nível microbiológico “não estará estragado, mas não traria alegria ao paladar”, disse a especialista em vinhos, Monika Christmann.

Embora tenha sido analisada por um químico no início do século XX, a garrafa nunca foi aberta. Os historiadores contemporâneos têm vindo a debater há anos se devem abri-la para examinar o seu conteúdo.

Os curadores do Museu Histórico de Pfalz, na Alemanha, onde a garrafa está guardada, argumentam que a mesma deve ser mantida selada, evitando assim perturbar o líquido milagrosamente conservado. Segundo alguns microbiologistas, a abertura da garrafa pode também ser perigosa.

Há alguns anos, o curador do departamento de vinhos do museu, Ludger Tekampe, disse ao Daily Mail: “Não temos a certeza se ela [a garrafa] poderia ou não suportar o choque (…) há quem acredite que deveria ser sujeita a novas análises científicas, mas não temos a certeza”.

  ZAP //

3 Comments

  1. “Azeite de oliva” é um pleonasmo, Em português, há azeite e há óleo.
    Os brasileiros, erradamente, foram atrás do uso em língua espanhola, não se apercebendo da aculturação que sofrem pelos argentinos. O mesmo acontece com o uso do termo “embutidos” em vez de “enchidos”.
    Ou seja, no Brasil, ao arrepio da língua portuguesa, muitos produtos enogastronómicos da cultura mediterrânica são designados com empréstimos linguísticos do espanhol ou do italiano. Para um povo que gosta de apregoar a sua diferença em relação ao argentino, talvez fosse bom voltar às raízes da sua língua, o português.

  2. Através da análise espectroscópica consegue-se saber a constituição da atmosfera de corpos celestes inatingíveis e não se consegue saber as substâncias existentes dentro de uma garrafa de vinho sem a abrir?

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