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Ver um jogo de basquetebol será sinónimo de tomar vacina

Milwaukee Bucks / Facebook

Giannis Antetokounmpo, jogador dos Milwaukee Bucks

Iniciativa dos Milwaukee Bucks pretende convencer mais pessoas em relação à vacinação contra a covid-19.

Quem se dirigir ao pavilhão dos Milwaukee Bucks, no próximo domingo, para assistir a mais um jogo da NBA, o principal campeonato de basquetebol na América do Norte, vai ter direito a um extra invulgar: uma vacina contra a covid-19.

A novidade foi comunicada pelo próprio clube de basquetebol, que indica que os maiores de 16 anos que vejam ao vivo o próximo jogo em casa, com os Brooklyn Nets, pode receber a primeira dose da vacina da Pfizer.

Os Bucks tiveram esta iniciativa, apoiados pelo Departamento de Saúde da cidade local, Milwaukee, e vão colocar um posto móvel de vacinação à porta do seu pavilhão, o Fiserv Forum.

Os adeptos que sejam elegíveis para a vacina (e que queiram ser vacinados) deverão chegar um pouco mais cedo ao pavilhão. A vacinação começa uma hora e meia antes do início do jogo e vai terminar só quando o jogo também terminar.

Esta será apenas a primeira dose. Os responsáveis do Departamento de Saúde de Milwaukee, que estarão no local no domingo, vão marcar a segunda dose a todos os interessados.

Vários jogos da NBA já têm contado com adeptos nas bancadas, embora com lotação menor. O pavilhão dos Bucks, que recebe no máximo 17 mil pessoas, recebeu no último encontro cerca de três mil pessoas, que viram de perto Giannis Antetokounmpo e companhia.

O presidente dos Milwaukee Bucks, Peter Feigin, explicou que o clube “encoraja a vacinação a toda a gente. Esta é uma altura crítica, temos que dar os passos necessários, que nos ajudem a regressarmos à nossa vida normal”, acrescentou.

O caso de Kopacz

Mais de 32 milhões de pessoas já foram contagiadas pelo coronavírus, nos Estados Unidos da América, mas tem havido um forte movimento nacional contra a vacinação, que vários clubes tentam combater.

No desporto norte-americano, o caso mais mediático relacionado com esta doença foi o de Alexander Kopacz, campeão olímpico em 2018, nos Jogos Olímpicos de Inverno, e que era demasiado jovem para ser vacinado (31 anos).

Neste mês de abril o canadiano foi contagiado, seguiu para o hospital, a sua situação foi muito delicada, e o próprio (agora em casa, a recuperar) contou nesta semana que despediu-se de família e amigos porque sentiu que ia morrer.

“As pessoas deveriam fazer algo tão simples, que é tomar uma vacina. A ignorância é impressionante”, disse Kopacz, à CBC.

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  Nuno Teixeira, ZAP //

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