Um consórcio liderado pela Medway investe 82 milhões de euros para fabricar vagões que emitem menos 55% de dióxido de carbono em Portugal.
A produção recorre a energias renováveis, à incorporação de materiais reciclados, e exige uma manutenção mais eficiente.
O consórcio, composto por 10 entidades e liderado pela Medway, pretende desenvolver vagões inteligentes em Portugal, para o transporte de mercadorias por ferrovia, permitindo a criação de 65 postos de trabalho diretos.
As 65 oportunidades de emprego vão ser criadas na região do médio Tejo, colmatando o recente desafio de gerar novos postos de trabalho, para compensar o encerramento da Central Termoelétrica do Pego, em Abrantes.
A Medway quer “recuperar a indústria ferroviária de fabrico de vagões em Portugal, com o intuito de devolver a capacidade produtiva ao país, com criação de vagões inteligentes para mercadorias”, lê-se num comunicado enviado pela antiga CP Carga.
O consórcio é constituído por cinco empresas: Medway Maintenance & Repair, Medway Terminals, Medway Operador Ferroviário de Mercadorias, Nomad Tech e Evoleo Technologies.
Inclui ainda quatro entidades não empresariais: Instituto Superior Técnico, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial e ISQ.
Por fim, a Plataforma Ferroviária Portuguesa também faz parte do consórcio.
Este investimento é “uma oportunidade irrecusável para demonstrar a nossa capacidade produtiva industrial, aliada às tecnologias inovadoras e de alto valor acrescentado e diferenciadoras no mercado ferroviário”, refere o diretor executivo da Plataforma Ferroviária Portuguesa, Paulo Duarte.
O projeto mostra o que é possível efetuar, “num trabalho de equipa e de valorização nacional, a partir do Cluster (plataforma agregadora de conhecimento e competências) Ferroviário”, realça.
ZAP // LUSA