Vagas só vão aumentar nos cursos com notas mais altas

Marcos Santos / USP Imagens

Para já, apenas os cursos procurados pelos alunos com médias mais elevadas vão poder aumentar o número de vagas disponíveis no concurso nacional de acesso deste ano.

De acordo com o jornal Público, o Governo afastou, para já, a hipótese de canalizar as vagas dos concursos especiais para o regime geral nos restantes cursos, como tinha sido sugerido num relatório da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES).

Para este ano, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior “não prevê” que “venham a verificar-se as mesmas circunstâncias excecionais que conduziram ao inédito aumento de candidatos no ano letivo anterior”, lê-se no preâmbulo do despacho que foi enviado para publicação no Diário da República esta quarta-feira.



No ano passado, recorda o matutino, face ao aumento do número de candidatos (quase 63 mil), foram adicionadas ao concurso nacional quatro mil vagas inicialmente destinadas a concursos especiais.

No entanto, o Executivo acrescenta que “não deixará de tomar as decisões apropriadas”, caso estas circunstâncias voltem a repetir-se.

Em 2020, ano excecional devido à pandemia da covid-19, as mudanças introduzidas nos exames nacionais levaram a um aumento das médias, um dos motivos apontados para o aumento do número de candidatos no Superior.

Mas, tal como revelou o Público há uns dias, este ano será mais difícil ter notas muito altas, uma vez que, apesar de os exames nacionais manterem o mesmo modelo do ano passado, o número de perguntas obrigatórias também vai aumentar (para impedir que os alunos fujam às matérias que não dominam).

Assim, os únicos cursos que vão poder aumentar vagas são os que são procurados pelos alunos com notas mais elevadas, podendo aumentar “até 15%” o total de lugares os cursos que atinjam o chamado “índice de excelência”.

Como explica o diário, este índice mede as licenciaturas a que se candidatam, em primeira opção, os estudantes com média igual ou superior a 17 valores e, este ano, serão cerca de 40.

Ainda de acordo com o jornal, a única exceção a esta regra são os cursos das áreas de competências digitais e ciências de dados que, nas instituições localizadas no interior, vão poder crescer até 5%. As restantes instituições são também aconselhadas a aumentar as vagas nestes cursos, mas terão de retirar esses lugares de outros cursos.

O despacho dá ainda a possibilidade de os cursos de Medicina poderem aumentar até 15% o número de lugares, tal como aconteceu no ano passado, e define especificamente que não podem diminuir vagas. O Conselho de Escolas Médicas Portuguesas já voltou a fechar a porta a esta possibilidade.

ZAP //

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