Um caso suspeito de Ébola com… Catarina Furtado

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A apresentadora Catarina Furtado

A apresentadora Catarina Furtado

A apresentadora Catarina Furtado simulou este sábado ser um caso suspeito de Ébola numa operação das autoridades que visou mostrar à população que, na dúvida, deve contactar a linha de Saúde 24 e nunca dirigir-se a um serviço de saúde.

O simulacro ocorreu um dia após a realização de outros dois testes – um em Lisboa e outro no Porto – à resposta portuguesa a casos suspeitos de Ébola, os quais foram acompanhados e avaliados por responsáveis nacionais e representantes do Centro Europeu de Prevenção e Controlo da Doença (ECDC).

No simulacro deste sábado, Catarina Furtado fingiu que tinha estado na Serra Leoa, um dos países atingidos pelo surto de Ébola que, desde fevereiro, já causou perto de 5.000 mortos, onde participara numa missão de apoio à população atingida pela doença, no âmbito das suas funções de Embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População.No dia 20, a apresentadora viajou para Nova Iorque, antes de regressar a Portugal, onde se encontra há três dias.

Um caso suspeito

Este sábado, Catarina Furtado começou a sentir-se febril e com dores abdominais, de acordo com o guião do simulacro.

Os sintomas mais frequentes da infeção são febre, náuseas, vómitos e diarreia, dores abdominais, musculares, de cabeça, de garganta, fraqueza e hemorragia inexplicada, que aparecem entre 2 e 21 dias após a exposição ao vírus.

No entanto, para ser considerada um caso suspeito, a pessoa tem de apresentar critérios epidemiológicos: estadia numa área afetada (Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa) num período de 21 dias antes do início dos sintomas ou contacto próximo com doente infetado por vírus Ébola, com objetos ou superfícies contaminados.

Na dúvida, e tendo em conta que, no papel que representou neste simulacro, tinha estado na Serra Leoa, Catarina Furtado ligou para a Linha Saúde 24 (808 24 24 24), tendo descrito os seus sintomas.

A apresentadora descreveu os sintomas e respondeu a um conjunto de questões colocadas pela profissional da Linha Saúde 24 que, tendo em conta a sua passagem pela Serra Leoa, decidiu encaminhar o telefonema para a equipa da DGS que avalia os casos e os valida como suspeitos.

Do outro lado da linha, atendeu a sub-diretora geral da Saúde, Graça Freitas, que recomendou à apresentadora “tranquilidade” e sugeriu que evitasse os contactos sociais.

Graça Freitas informou depois a apresentadora de que “poderia ou não ser um caso de Ébola” e, por isso, iria ser avaliada no Hospital Curry Cabral, em Lisboa.

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A apresentadora Catarina Furtado, Embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População, junto aos retratos do anterior e actual Secretário Geral das Nações Unidas, Kofi Annan e Ban Ki-moon

A apresentadora Catarina Furtado, Embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População, junto aos retratos do anterior e actual Secretário Geral das Nações Unidas, Kofi Annan e Ban Ki-moon

Hospitais de referência

Em Portugal existem três hospitais de referência para a infeção por vírus Ébola: Hospital de São João, no Porto, e os hospitais Curry Cabral e Dona Estefânia, em Lisboa.A DGS garante que estes hospitais estão preparados, a nível de instalações, equipamentos e profissionais de saúde, para responder a situações de doença por vírus Ébola.

Catarina Furtado foi transportada por uma equipa especial do INEM que, neste caso, era composta por vários elementos, três dos quais com Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

Catarina Furtado foi transportada como caso suspeito até ao Curry Cabral, onde foi recebida pela equipa de doenças infeciosas.

Neste caso, o simulacro foi desenhado como se Catarina Furtado tivesse dengue e não Ébola, resultado só conhecido após realizadas as análises no Instituto Nacional de Saúde dr. Ricardo Jorge (INSA).

A febre hemorrágica Ébola, muito contagiosa, causou desde o início do ano até 27 de outubro, pelo menos, 4.922 mortos em 13.703 casos registados, na sua quase totalidade em três países: Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri, segundo o último balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Trata-se de uma doença com uma letalidade entre os 25 e os 90%, para a qual não existe tratamento específico, nem vacinas comercialmente disponíveis.

De acordo com o New England Journal of Medicine, o “paciente zero” do surto atual foi um menino de dois anos que recebeu o vírus de um morcego da fruta e morreu em dezembro de 2013, em Guekedou, na Guiné-Conacri.

/Lusa

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