Três alunas processam Harvard por ignorar denúncias de assédio sexual de professor

Margaret Czerwienski, Lilia Kilburn e Amulya Mandava alegam que o professor John Comaroff as assediava sexualmente. As alunas decidiram apresentar um processo no tribunal federal de Boston contra a Universidade de Harvard, por ignorar as denúncias.

O professor de Antropologia John Comaroff terá assediados as alunas, beijado e apalpado uma delas sem o seu consentimento e ameaçado prejudicar a sua carreira caso o denunciasse. A história das três estudantes de doutoramento é contada pelo The New York Times.

Na passada terça-feira, Margaret Czerwienski, Lilia Kilburn e Amulya Mandava decidiram abrir um processo contra a faculdade norte-americana, alegando que as denúncias de assédio sexual foram ignoradas. As estudantes querem ser compensadas por “danos morais”.

Há cinco anos, de acordo com a acusação, Lilia Kilburn terá sido beijada por John Comaroff, que também terá apertado a sua coxa em público e sem o seu consentimento.

Durante uma dissertação sobre África, o professor terá dito à aluna que poderia ser violada ou morta naquele continente por manter uma relação com uma pessoa do mesmo sexo.

Kilburn foi alvo de um “pesadelo contínuo que incluiu beijos forçados, constantes convites para socializar com ele fora do campus e um controlo coercitivo”, lê-se no documento.

As três alunas denunciaram o professor, de 77 anos, à universidade, mas a instituição ignorou as alegações. A conduta da faculdade norte-americana demonstrou uma “política institucional de indiferença, projetada para proteger a universidade, a sua reputação e o seu corpo docente”, consta no processo.

Em comunicado enviado à CNN, a universidade norte-americana refuta as alegações que não representam “de forma alguma” a conduta da faculdade e garante ter investigado a denúncia em 2017.

Os advogados de John Comaroff, que negam “categoricamente” o assédio de qualquer estudante por parte do seu cliente, afirmam que Harvard investigou a denúncia durante mais de um ano, tendo concluído que as “evidências” não sustentavam a história das estudantes.

As alegações contra Comaroff vieram a público, pela primeira vez, em 2020, depois de serem publicadas no jornal da universidade, o The Harvard Crimson. Em janeiro, uma uma investigação indicou que o professor tinha violado a política de assédio de Harvard, e, desde aí, John Comaroff entrou em licença administrativa.

  ZAP //

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