A Terra pode ter várias mini-luas

Marshall Space Flight Center / NASA

Uma descoberta recente pode ser capaz de mudar tudo o que sabemos sobre o nosso planeta. Alguns cientistas sugerem que a Terra pode ter não apenas uma, mas várias luas.

De acordo com um estudo, publicado recentemente na revista Frontiers in Astronomy and Space Sciences, a Lua que conhecemos seria apenas o maior dos satélites que orbitam a Terra e o único visível a olho nu… mas não estaria sozinha.

O nosso planeta teria então uma grande variedade de mini-luas, corpos pequenos demais para serem percebidos – não ultrapassando os dois metros de diâmetro.

Segundo este estudo recente, o primeiro destes objetos foi observado em 2006, tendo sido a primeira vez que, com exceção da Lua, um objeto natural foi visto a orbitar a Terra. Na altura, ficou claro que era apenas um pedaço de rocha perdido no espaço, que tinha sido capturado pelo campo magnético da Terra.

No entanto, este foi precisamente o ponto de partida para uma nova forma de encarar os objetos que orbitam o nosso planeta.

Batizados pelos cientistas de TCOs (temporarily-captured orbiters), ou TCFs (temporarily-captured flybys), estes objetos espaciais não ficam durante muito tempo na órbita do planeta, isto porque são catapultados para fora do campo gravitacional.

A diferença é que enquanto os TCOs completam pelo menos uma volta ao redor da Terra, os TCFs costumam apenas passar de relance pelo campo gravitacional do planeta, sendo enviados de volta ao espaço a alta velocidade.

Até hoje, apenas um TCO foi observado pelos cientistas – juntamente com a mini-lua observada em 2006 -, mas os investigadores acreditam que as novas tecnologias dos telescópios mais recentes serão capazes de encontrar cada vez mais objetos deste tipo.

Caso este cenário se verifique, os astrónomos poderão estudá-las ao pormenor e usá-las para criar um modelo de movimento de asteroides no Sistema Solar.

ZAP // CanalTech

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8 COMENTÁRIOS

  1. O fenómeno gravitacional é uma consequência da atracção entre campo magnético terrestre e os corpos físicos e matérias que estão ao seu alcance, portanto, tecnicamente não esta mal escrito.
    A força gravitacional é apenas uma das muitas manifestações do campo magnético do nosso planeta.

    • Ó “Só uma opinião.”, parece o que deu comentário é efetivamente apenas uma opinião.
      No tempo em que estudei, o campo gravítico dependia da massa de ambos os corpos envolvidos e da distância entre eles. O campo magnético não é para aqui chamado.
      Não está a fazer confusão com a mistura de campos elétricos com o magnético que dá origem à luz (e que não tem nada a ver com este artigo)?
      Daquilo que estudei, nunca me lembro de terem falado que o campo magnético de transformava em gravítico ou vice versa.
      O mais parecido com isto, é quando querem fazer um estudo do campo gravítico, em certas situações usam o campo magnético para fazer uma simulação do campo gravítico, já que as fórmulas são parecidas e é mais fácil de fazer certas medições!
      Se se tratasse de um bocado de ferro, ainda podia ter sido atraído pelo campo magnético e assim ambos (magnético e gravítico) terem contribuído para o manter em orbita.
      Tratando-se de uma rocha, não me parece que o campo magnético posso ter algum contributo.

  2. Ya, ta visto nao sabem a diferença entre campo eletromagnético e campo gravitico. Eletromagnético tem haver com fotoes, gravito tem haver com higs. Deviam fazer uma reportagem sobre isso. Mas por favor n exponham a vossa opiniao apenas os factos.

    E sempre bom ter destes artigos no nosso mundo mesmo com erros menores.

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