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Sporting 2-0 Portimonense | Nem o dilúvio trava o “leão”

O Sporting garantiu a entrada no próximo “clássico”, no Dragão, com pelo menos dez pontos de vantagem sobre o segundo classificado, o anfitrião FC Porto.

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Na recepção ao Portimonense, o “leão” venceu por 2-0, somando o oitavo triunfo consecutivo em todas as competições, e segue invicto na Liga NOS.

Feddal e Nuno Santos, ainda na primeira parte, marcaram os golos num jogo que nunca deu mostras de mudar de rumo, apesar da “lotaria” que a chuva intensa poderia aplicar ao jogo. Mas a verdade é que a equipa da casa teve sempre o jogo sob controlo.

O jogo explicado em números

  • A entrada de Nuno Santos no lugar de Paulinho (com queixas físicas) foi a única alteração no “onze” leonino relativamente à equipa que defrontou o Paços de Ferreira. Com isto, Tiago Tomás assumiu o posto de ponta-de-lança. Henrique e Beto foram as notas de destaque, ocupando as vagas de Jafar Salmani e Bruno Moreira, se tivermos como ponto de comparação o “onze” que goleou o Gil Vicente na última ronda por 4-1.
  • O Portimonense entrou em campo com a clara intenção de discutir o jogo, mas enquanto o fazia, deixava muitos espaços na sua retaguarda, pelo que nos primeiros minutos, Nuno Santos e Tiago Tomás surgiram várias vezes em velocidade nas costas algarvias, valendo o guardião Samuel, muito atento a reagir e a sair da baliza.
  • No primeiro quarto-de-hora, os “leões” registaram 65% de posse de bola e o único remate do jogo (enquadrado), e não tinham problemas em apostar num futebol mais directo sempre que essa hipótese se proporcionasse. Os visitantes, por seu turno, não passavam dos 66% de eficácia de passe, pelo que sentiam algumas dificuldades para ligar jogo e, acima de tudo, manter o esférico em seu poder.
  • Aos 22 minutos, Tiago Tomás chegou atrasado por centímetros a um passe “mortífero” de Feddal, na melhor ocasião do jogo até ao momento. Adivinhava-se o golo leonino, que chegou aos 27 minutos, novamente com Feddal em evidência. Livre indirecto, bola na área e à segunda tentativa, o marroquino colocou a bola no fundo das redes. Quatro remates do “leão”, três enquadrados, um golo.
  • E logo a seguir, aos 31 minutos, o 2-0. Nuno Santos fugiu pela direita, ganhou espaço na área e rematou colocado de pé esquerdo. Em pouco mais de meia-hora o jogo encaminhava-se para um triunfo leonino.
  • O domínio era claro (61% de posse), no ataque a competência era a palavra de ordem (cinco remates, quatro enquadrados, dois golos), e o autor do segundo tento, Nuno Santos, destacava-se nos ratings, com 6.7.
  • Aos 33 minutos, Beto Bentucal falhou de forma incrível o golo dos algarvios, ao atirar por cima, à entrada da pequena área, um cruzamento da esquerda. O Portimonense tentava, mas o acerto defensivo leonino era norma e, tirando o lance de Beto, raramente deu ideia de que os forasteiros iriam marcar.
  • Vantagem natural do Sporting ao intervalo. Superior, dominador, pragmático, objectivo e eficaz nos vários momentos do jogo.
  • Dois golos, por Feddal e Nuno Santos, quatro remates enquadrados em cinco, 61% de posse de bola, 84% de eficácia de passe e 12 acções com bola na área contrária eram os principais números do “leão” ao intervalo.
  • Nuno Santos era o melhor em campo, com um GoalPoint Rating de 6.7, fruto de um golo em dois remates, ambos enquadrados, dois passes valiosos e três recuperações de posse.

Tiago Petinga / Lusa

  • Reinício “morno” da partida, com o Sporting a controlar as operações, mas sem carregar muito no acelerador. O terreno estava pesado, a chuva caía intensamente, a vantagem era mais ou menos segura e o Portimonense não representava grande perigo. Por volta da hora de jogo, apenas um remate para cada lado no segundo tempo, nenhum enquadrado, e ocasiões de golo nem vê-las.
  • Por volta dos 70 minutos o Sporting tinha 54% de posse, três remates, um enquadrado desde o descanso, o Portimonense dois disparos, ambos sem a melhor direcção. E aos 74, Pedro Gonçalves – cada vez mais a aproximar-se da área contrária – obrigou Samuel a grande intervenção. As duas equipas pareciam desgastadas devido ao estado do terreno, com os visitantes quase a desaparecerem ofensivamente.
  • E foi assim até final. “Leão” a gerir, Portimonense a tentar de forma algo desorganizada, sem ideias e sem profundidade. Aliás, mais perto esteve o Sporting de marcar, pois na segunda parte, apesar de o jogo ter estado equilibrado em termos de posse de bola, a formação de Alvalade rematou bem mais do que na primeira, mas enquadrou menos.

 

O melhor em campo GoalPoint

Mais um jogo enorme do “trinco” do Sporting. Já faltam adjectivos para descrever a época de João Palhinha e a importância que tem no conjunto leonino, nos processos defensivos e ofensivos, e este sábado, frente ao Portimonense, voltou a ser o melhor em campo, a quarta distinção esta temporada.

Palhinha registou um GoalPoint Rating de 7.0, mesmo não tendo participado diretamente nos golos leoninos.

O médio esteve imparável no drible, com quatro completos em outras tantas tentativas, somou seis acções defensivas no meio-campo adversário, cinco desarmes e outros tantos bloqueios de passe/cruzamento. E ainda sofreu quatro faltas – capítulo em que fez cinco, sendo já o médio mais faltoso da Liga (54).

Jogadores em foco

  • Nuno Santos 6.9 – O melhor elemento do primeiro tempo, e manteve o nível após o descanso, sendo ultrapassado por Palhinha por apenas duas centésimas. O extremo fez um golo, enquadrou dois de três remates e fez um passe para finalização, tendo sido uma dor de cabeça para o Portimonense devido à velocidade e grande mobilidade.
  • Samuel Portugal 6.7 – O melhor elemento dos algarvios foi o seu guarda-redes. No primeiro golo leonino ainda travou um primeiro remate de Feddal, à queima-roupa, mas não conseguiu travar o segundo. Terminou com cinco defesas, quatro a remates na sua grande área, dois deles a menos de oito metros.
  • Feddal 6.6 – Uma das melhores prestações do central marroquino desde que chegou a Alvalade. Começou por servir Tiago Tomás, que chegou por pouco atrasado, e acabou por ele mesmo inaugurar o marcador, à segunda tentativa. No ataque somou três remates, dois enquadrados, realizou oito passes progressivos certos, quatro acções com bola na área contrária e terminou o jogo com três intercepções.
  • Sebastián Coates 6.5 – Sólido como o aço. Criador de uma ocasião flagrante de golo, ganhou quatro de cinco duelos aéreos defensivos, os dois ofensivos, e fez três alívios.
  • Pedro Gonçalves 6.5 – Desta feita, “Pote” não marcou, e a bem da verdade apenas se mostrou verdadeiramente perigoso a partir de meio da etapa complementar. Mas registou seis dribles tentados, três completos, cinco recuperações de posse, três desarmes e ainda fez um passe para finalização.
  • Maurício 6.3 – E com o central “algarvio” fechamos a análise individual e também o lote de jogadores com mais de 6.0 nos ratings. O brasileiro ganhou quatro de seis duelos aéreos, somou 12 recuperações de posse (máximo do jogo) e ainda três desarmes e seis intercepções.

Resumo

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