Soldados da Guerra Civil dos EUA pintavam o cabelo para ficar melhor nas fotografias

muohio_digital_collections / Flickr

Fotografia de um grupo de generais da Guerra Civil dos EUA

Investigadores encontraram evidências que indicam que soldados da Guerra Civil norte-americana pintavam o cabelo para ficar melhor nas fotografias.

Escavações em Camp Nelson, no Kentucky, revelaram restos de um estúdio de fotografia com 150 anos, o primeiro encontrado neste local emblemático da Guerra Civil norte-americana. Entre os muitos objetos encontrados estavam vários frascos de vidro partidos que continham tinta de cabelo, revela a revista Newsweek.

Inicialmente, os investigadores da Universidade da Transilvânia pensaram que os recipientes tinham sido usados para armazenar medicamentos. Porém, quando a equipa começou a juntar os pedaços de vidro, notou nomes de marcas como Bear’s Oil, Christadoro e Dr. Jaynes.

“Encontrámos muitos frascos. É algo que não se encontra noutros lugares. É interessante porque sugere que estas pessoas tratavam do cabelo antes de tirarem fotografias. Podiam estar a escurecer o cabelo para ficarem melhor nas fotos”, declarou Stephen McBride, um dos responsáveis da escavação, ao jornal Lexington Herald-Leader.

O investigador considera que uma das razões por detrás disto seria para corrigir uma peculiaridade das fotografias antigas e a preto e branco. Naquela altura, uma pessoa que tivesse cabelos claros ou loiros iria parecer que tinha cabelos brancos ou grisalhos.

“As descobertas fotográficas da Guerra Civil ainda se encontram muito ativas atualmente. E agora temos uma descoberta arqueológica de um estúdio de fotografia da Guerra Civil. Pelo que sei, isso nunca aconteceu antes”, afirma ao mesmo jornal Bob Zeller, diretor do Centro de Fotografia da Guerra Civil.

De acordo com a revista, a Guerra Civil foi o primeiro conflito no território dos Estados Unidos a ser fotografado. Ao longo da guerra — que durou entre 1861 e 1865 — a procura pela fotografia aumentou.

McBride conta que era comum os novos inscritos no Exército tirarem um retrato antes de serem enviados para o conflito.

“Ser soldado tinha e tem um status especial associado à masculinidade, bravura e honra. Os retratos eram importantes para estes homens para ilustrar o seu estatuto naquele momento, mas também para a posteridade uma vez que poderiam ser feridos ou mortos”.

Porém, tirar fotografias naquela época não era tarefa fácil. “A fotografia na era da Guerra Civil era uma prática incrivelmente técnica e perigosa. Envolvia muitos produtos químicos tóxicos. Era preciso saber o que se estava a fazer”, acrescenta o investigador.

ZAP //

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