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Sanita inteligente é capaz de detetar (com alta precisão) problemas gastrointestinais

(dr) Envato Elements

Uma das formas mais usadas pelos especialistas para detetar problemas intestinais é procurar, diretamente, irregularidades nas fezes que possam dar sinais de doenças. Agora, uma nova tecnologia pode automatizar o processo.

O novo método, desenvolvido pela Universidade de Duke, pretende trabalhar em sistemas sanitários já existentes usando inteligência artificial para analisar e classificar as fezes à medida que estas são libertadas.

Ao longo dos anos, vários investigadores têm pensado em usar sanitas inteligentes para que no momento da evacuação estas sejam capazes de scanear as fezes e poupar trabalho aos especialistas.

Por outro lado, o perfil do conteúdo dessas amostras pode melhorar a compreensão das bactérias que vivem no intestino.

Para que os vasos sanitários existentes possam recolher imagens das fezes que por ali passam, foi testado um algoritmo de inteligência artificial que analisou mais de três mil imagens de fezes – todas elas com caraterísticas diferentes.

Assim, o algoritmo foi capaz de analisar as imagens autonomamente e classificar as fezes com uma precisão entre 76 e 85%.

“Estamos otimistas quanto à disposição do paciente em usar esta tecnologia porque é algo que não exige que faça nada além da descarga”, refere Sonia Grego, uma das autoras da pesquisa.

Embora exista apenas em forma de protótipo, os investigadores estão otimistas sobre o caminho que a ideia deverá tomar e já têm algumas ideias sobre como melhorar a tecnologia da sanita inteligente, o que inclui a integração de mecanismos de amostragem de modo a analisar marcadores bioquímicos para dados de doenças específicas.

“Normalmente, os especialistas dependem de informações relatadas pelos próprios pacientes para ajudar a determinar a causa dos seus problemas de saúde gastrointestinal, o que pode ser pouco confiável”, afirma Deborah Fisher, principal autora do estudo.

O objetivo é que “a tecnologia Smart Toilet permita reunir as informações de longo prazo necessárias para fazer um diagnóstico mais preciso e oportuno de problemas gastrointestinais”, acrescenta a investigadora.

A pesquisa foi apresentada esta semana na conferência virtual Digestive Disease Week 2021, escreve o New Atlas.

  Ana Isabel Moura, ZAP //

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