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A sanduíche foi batizada em honra do homem que a popularizou, o Conde de Sandwich

Thomas Gainsborough / Wikimedia

Durante uma noite de jogo em 1762, o Conde de Sandwich ordenou que lhe trouxessem duas fatias de pão com carne no meio, para que pudesse continuar a jogar enquanto comia.

No século XVIII, John Montagu, o Conde de Sandwich, estava longe de imaginar que apesar da sua longa carreira política, aquilo pelo qual seria lembrado seria antes uma ideia que lhe surgiu durante um noite de jogo.

E que ideia foi essa? A sanduíche, pois claro, que foi batizada em sua honra. Já há milhares de anos que a ideia de se colocar recheios entre duas fatias de pão existe, principalmente nos países mediterrânicos ou do Médio Oriente.

Mas esta criação culinária só ganhou um nome numa entrada de um diário datada de 1762, escrita por Edward Gibbon. Alguns anos depois, Pierre-Jean Grosley escreveu Uma Tour de Londres, depois de visitar a capital inglesa em 1765, e foi lá que nos foi explicada a origem do termo.

“Um Ministro de Estado passou vinte e quatro horas numa mesa de jogos pública, tão absorvido nos jogos que, durante todo esse tempo, não teve outra subsistência que não um pouco de carne de vaca entre duas fatias de pão tostado, que ele comeu sem nunca desistir do jogo. Este novo prato cresceu muito em popularidade durante a minha estadia em Londres: foi chamada pelo nome do Ministro, que a inventou”, escreveu Grosley.

O Conde era um famoso jogador e fazia de tudo para não perder um segundo dos jogos, tendo uma vez pedido que lhe trouxessem duas fatias de pão com carne no meio para poder comer enquanto jogava, relata o Ancient Origins.

A solução era tão conveniente que em pouco tempo a ideia ganhou popularidade e os outros jogadores à mesa começaram a encomendar uma “sandwich”. Apesar de não ter inventado, o político contribuiu imensamente para a popularidade destas refeições e até lhes emprestou o seu nome.

Hoje em dia estima-se que o mercado de sanduíches valha mais de 20 mil milhões de dólares apenas nos Estados Unidos. Nos meados do século XIX, a palavra já se tinha tornado tão comum que se transformou num verbo usado para descrever alguma coisa que esteja presa entre outras duas.

  ZAP //

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