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A saída dos privados da ADSE limita o acesso a cirurgias

A eventual suspensão das convenções entre privados e ADSE fragiliza o subsistema de saúde da função pública e poderá levar os beneficiários a recorrer ao SNS na área das cirurgias.

Se os principais grupos privados suspenderem as convenções com a ADSE, os beneficiários ficarão mais limitados no acesso às cirurgias, tendo de recorrer aos hospitais públicos, avança o jornal Público. O alerta é de João Proença, presidente do Conselho Geral e de Supervisão (CGS), órgão onde têm assento os representantes dos beneficiários da ADSE, dos sindicatos e dos reformados e que vai analisar o assunto na reunião de terça-feira.

O Ministério da Saúde garante que “está a acompanhar a situação“, mas questionado pelo diário sobre se tem assumido o papel de mediador no conflito entre privados e ADSE, não respondeu.

Esta quarta-feira, o Expresso avançou que vários grupos de saúde privados iriam suspender as convenções com a ADSE. Em causa estão as convenções que permitem aos beneficiários da ADSE recorrer aos hospitais dos grupos Luz Saúde, José de Mello Saúde, Trofa e Hospital Particular do Algarve em condições especiais e com custos mais reduzidos.

A ADSE garantiu em comunicado que “não recebeu, formalmente, de nenhum destes grupos a comunicação da denúncia ou resolução das convenções em vigor”, mas também não desmentiu que a saída dos privados possa vir a ser uma realidade.

Apesar de não haver formalização, João Proença adianta que, caso se concretize, “os beneficiários terão acesso a estes hospitais em piores condições do que têm hoje”. Assim, em vez de recorrerem a estas unidades de saúde privadas ao abrigo da convenção, terão de pagar as consultas e atos médicos do seu bolso e ser, posteriormente, reembolsados pela ADSE.

“Estes privados têm um papel muito importante na área das intervenções cirúrgicas”. Assim, se as convenções forem suspensas, ou a ADSE procura alternativas equivalentes, “ou passa a haver um maior recurso ao SNS” nessa área, refere João Proença.

“É evidente que a ADSE tem obrigação de encontrar soluções”, conclui.

  ZAP //

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