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Cientistas russos criaram medicamento que bloqueia a asma

Uma equipa de cientistas do Instituo de Imunologia da Agência Federal de Medicina e Biologia da Rússia desenvolveu um medicamento “sem comparação no mundo”, capaz de influenciar diretamente a inflamação que causa a asma, em vez de apenas tratar os sintomas da patologia. 

De acordo com os cientistas, citados no jornal russo Izvestia, o novo fármaco permite bloquear um dos principais mecanismo patogénicos da doença – a inflamação crónica dos brônquios -, evitando assim o desconforto respiratório e a asfixia.

Este “bloqueio” da asma é possível, explica a equipa, graças aos seus dois componentes – o micro-ARN e o peptídeo catiônico – que param a síntese da interleucina-4 (IL-4), uma glicoproteína responsável pelo processo inflamatório que, em última análise, leva à desenvolvimento de asfixia.

Tal como indica a especialista em imunologia Olga Fiódorova da Universidade Estadual de Tomsk, na Rússia, um dos principais benefícios do novo medicamento reside na “seletividade do mecanismo de ação”, que garante “maior eficácia”, assim como a “redução da frequência dos efeitos colaterais”. “Não existem [medicamentos] análogos”, sustenta.

O novo fármaco passou já com sucesso nos testes pré-clínicos realizados em cobaias (ratos de laboratório) com asma brônquica alérgica, demonstrando ser eficaz na redução da inflamação dos tecidos brônquicos.

Apesar de os cientistas ainda não terem avançado para os testes clínicos, e ainda de acordo com o mesmo jornal russo, já está decidido que o medicamento será lançado sob a forma de um inalador.

A asma afeta 300 milhões de pessoas em todo o mundo. Em Portugal, e de acordo com número da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, há pelo menos 700 mil doentes asmáticos, representando 7% da população. Do total, 175 mil são crianças e adolescentes, nota a TVI24.

  ZAP // RT

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