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Ronald Hunkeler ajudou a levar o Homem à Lua — e foi a inspiração para o filme “O Exorcista”

Warner Bros. Pictures

Frame do filme "O Exorcista", de 1973.

Frame do filme “O Exorcista”, de 1973.

A criança que serviu de inspiração ao filme “O Exorcista”, de 1973, foi Ronald Hunkeler, um antigo engenheiro da NASA que ajudou a levar o Homem à Lua.

A identidade do miúdo cujo caso inspirou a história de uma criança possuída por um demónio no clássico filme de terror de 1973, “O Exorcista”, foi revelada pela revista norte-americana Skeptical Inquirer.

Ronald Edwin Hunkeler foi um engenheiro da NASA que patenteou uma tecnologia para fazer painéis para aeronaves espaciais resistentes ao calor extremo. O seu contributo foi importante para levar o Homem à Lua, em 1969.

A criança que serviu de inspiração ao filme era anteriormente conhecida como Roland Doe, que foi alvo de exorcismo no Missouri, Estados Unidos, em 1949.

“O Exorcista” tornou-se um dos mais lucrativos filmes de terror de todos os tempos, arrecadando o equivalente a 441 milhões de dólares em todo o mundo.

No mundo real, Ronald Hunkeler morreu no ano passado, um mês antes de completar 86 anos, após sofrer um AVC em casa.

Em declarações ao New York Post, uma fonte próxima a Hunkeler, que pediu para não ser identificada, disse que ele ficava sempre nervoso quando os seus colegas da NASA descobriam que ele era a inspiração para o popular filme.

“No Halloween, saíamos sempre de casa porque ele imaginava que alguém iria até à sua residência saber onde morava e nunca o deixariam em paz”, disse a mulher ao portal norte-americano. “Ele teve uma vida terrível de preocupação, preocupação e mais preocupação”.

Hunkeler começou a presenciar atividades paranormais aos 14 anos, quando garantiu ter ouvido sons de arranhões e de alguém a bater atrás das paredes do seu quarto.

(dr)

Ronald Edwin Hunkeler

Ronald Edwin Hunkeler.

O reverendo Luther Schulze, pastor da família de Hunkeler, retrata o cenário vivido: “as cadeiras moviam-se e a sua cama tremia sempre que ele estava nela”.

Em março de 1949, numa carta enviada ao Laboratório de Parapsicologia da Duke University, Schulze conta ainda como é que o chão da casa ficava “marcado pelo deslizamento de móveis pesados” e como “uma imagem de Cristo na parede balançava” sempre que Hunkeler estava por perto.

Eventualmente a família procurou a ajuda de William Bowdern, um jesuíta que conduziu mais de 20 rituais de exorcismo em Hunkeler durante um período de três meses.

Hunkeler foi, mais tarde, “libertado por um padre católico da possessão do diabo”, escreveu o jornalista do The Washington Post Bill Brinkley num artigo datado de 20 de agosto de 1949.

“O menino relatou que teve uma visão de São Miguel a expulsar o demónio. Finalmente, na última execução do ritual, o menino ficou quieto. Desde então, foi relatado, todas as manifestações cessaram”, lê-se ainda no artigo do jornal norte-americano.

  Daniel Costa, ZAP //

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