Rir faz bem à mente e ao corpo, revelam estudos

Embora pareça algo leviano, o riso, em resposta a eventos engraçados, na verdade dá muito trabalho, porque ativa várias áreas do cérebro: áreas que controlam o processamento motor, emocional, cognitivo e social.

O livro “An Introduction to the Psychology of Humor”, da professora de psicologia cognitiva Janet M. Gibson, revela a importância que os investigadores dão ao poder do riso para melhorar o bem-estar físico e mental.

As pessoas começam a rir na infância, quando isso ajuda a desenvolver os músculos e a força da parte superior do corpo. Rir não é apenas respirar. Baseia-se em combinações complexas de músculos faciais, geralmente envolvendo o movimento dos olhos, cabeça e ombros.

O riso ativa várias regiões do cérebro: o córtex motor, que controla os músculos; o lobo frontal, que ajuda a entender o contexto; e o sistema límbico, que modula emoções positivas. Ligar todos esses circuitos fortalece as conexões neurais e ajuda um cérebro saudável a coordenar a sua atividade.

Ao ativar as vias neurais de emoções como alegria e júbilo, o riso pode melhorar o seu humor e tornar a sua resposta física e emocional ao stresse menos intensa. Por exemplo, rir pode ajudar a controlar os níveis cerebrais do neurotransmissor serotonina, semelhante ao que fazem os antidepressivos.

Ao minimizar as respostas do seu cérebro às ameaças, ele limita a libertação de neurotransmissores e hormonas como o cortisol, que podem desgastar os seus sistemas cardiovascular, metabólico e imunitário ao longo do tempo. O riso é como um antídoto para o stresse, que enfraquece esses sistemas e aumenta a vulnerabilidade a doenças.

Poder cognitivo e social do riso

Um bom senso de humor e as risadas que se seguem dependem de uma ampla medida de inteligência social e recursos de memória de trabalho.

O riso, assim como o humor, normalmente surge ao reconhecer as incongruências ou absurdos de uma situação. Inferir as intenções dos outros e ter a sua perspetiva pode aumentar a intensidade do riso e da diversão que se sente.

Para “entender” uma piada ou uma situação engraçada, é preciso ser-se capaz de ver o lado mais leve das coisas. Deve-se acreditar que existem outras possibilidades além da literal.

Muitas habilidades cognitivas e sociais trabalham juntas para ajudá-lo a monitorizar quando e porque é que o riso ocorre durante as conversas. Nem é preciso ouvir uma gargalhada para ser capaz de rir. Na linguagem gestual, os surdos pontuam com risos, bem como emojis em texto escrito.

O riso cria laços e aumenta a intimidade com os outros. O linguista Don Nilsen destaca que risos e gargalhadas raramente acontecem quando estamos sozinhos, apoiando o seu forte papel social. Começando cedo na vida, o riso dos bebés é um sinal externo de prazer que ajuda a fortalecer os laços com os cuidadores.

Mais tarde, é um sinal externo de compartilhar a apreciação de uma situação. Por exemplo, oradores públicos e comediantes tentam fazer rir para fazer o público sentir-se psicologicamente mais próximo deles, para criar intimidade.

Em estudos, psicólogos descobriram que homens com características de personalidade do Tipo A, incluindo competitividade e urgência de tempo, tendem a rir mais, enquanto mulheres com essas características riem menos. Ambos os sexos riem mais com os outros do que sozinhos.

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