Rio Ave não vai admitir adeptos nos jogos

Thomas Pinheiro / Wikimedia

Estádio do Rio Ave

Federação confirmou que o público pode voltar ao futebol mas o clube de Vila do Conde considera que a medida anunciada é injusta e tardia.

Algumas competições organizadas pela Federação Portuguesa de Futebol estão autorizadas a contar com adeptos nas bancadas. A confirmação foi dada pela própria federação, nesta sexta-feira.

Já se sabia que os eventos desportivos dos escalões de formação e das competições amadoras podem contar com um terço da lotação dos recintos; e que, no caso dos estádios, deverá haver rastreio dos adeptos, se entrarem mil pessoas, ou mais.

A federação confirmou a presença de público nas fases finais de diversas competições de futebol, futsal e futebol de praia, que ainda decorrem.

As competições escolhidas, esclarece a entidade, não irão registar casos de “tratamento desigual” entre as equipas participantes, em relação ao fator casa – recorde-se que a última jornada da I Liga de futebol iria ter público mas, precisamente por causa dessa desigualdade, essa possibilidade foi abortada.

Rio Ave não concorda

Um dos clubes que iria contar com adeptos nas bancadas seria o Rio Ave. Mas não vai contar.

Em comunicado o clube de Vila do Conde escreve que tem noção da importância da presença de sócios e adeptos, mas explica porque não vai receber pessoas nos jogos, considerando que esse regresso não seria “justo e equitativo para todos”.

“O numero reduzido de adeptos permitido na nossa academia iria promover injustiças para com todos os que pretendiam estar presentes: sócios, familiares e visitantes”, lê-se.

O Rio Ave alega também que há “vazios” no esclarecimento dado pela federação e que esta permissão aparece “numa fase terminal das competições e com um prazo de execução muito curto”.

O emblema nortenho acrescenta que não haveria garantias de segurança e de equidade. Por isso, “os jogos dos escalões ainda em competição continuarão sem a presença de público até ao final da presente época desportiva”.

  Nuno Teixeira, ZAP //

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