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Regresso dos adeptos faz disparar casos de racismo no futebol para níveis pré-pandemia

Eduardo Costa / Lusa

Foram registados 64 incidentes na primeira metade da época e 50 adeptos já foram banidos de entrar nos recintos desportivos. A maioria dos incidentes acontece na primeira liga.

Segundo avança o JN, os casos de racismo no futebol têm aumentado com o regresso dos adeptos aos estádios. Na primeira metade da época, o Ponto Nacional de Informações sobre o Desporto (PNID) da PSP contabilizou 64 casos de incitação à violência, racismo ou xenofobia — um aumento de quase cinco vezes em relação à totalidade da época anterior.

Foram também já expulsos 50 adeptos dos recintos desportivos devido a estes comportamentos, quando na época anterior não tinha sido nenhum. Nas últimas semanas, foram noticiados vários casos de racismo ou confrontos entre adeptos e as forças de segurança, como quando o Benfica recebeu o Dínamo de Kiev ou quando a PSP teve de intervir a tiro para controlar os adeptos do Estrela Vermelha.

Os valores da primeira metade da época indicam uma tendência para a ocorrência destes incidentes acima dos valores pré-pandemia. Na totalidade da época 2019/2020, registaram-se 73 casos e na época 2018/2019 o total ficou-se nos 89.

Roberto Domingues, coordenador do PNID, explica ao JN que o aumento se deve à reabertura dos estádios, mas também a uma “maior proatividade da PSP em fiscalizar e travar este tipo de situações”. A maioria dos casos regista-se na primeira liga.

Apesar do aumento dos incidentes de racismo e incitação ao ódio, há crimes cuja prevalência está a baixar, como a posse ou arremesso de objetos pirotécnicos. Foram registados 1493 casos deste género na época anterior enquanto na primeira metade da época atual o valor se ficou pelos 491.

A lei define que atos racistas e de incitação à violência, xenofobia, intolerância e ódio nos espetáculos desportivos são punidos com uma multa entre 1000 e 10 mil euros e com a interdição de entrada nos recintos.

  ZAP //

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