Rangel reafirma-se indisponível para negociar com o PS e acusa Rui Rio de querer fazer do PSD uma “muleta”

1

ppdpsd / Flickr

O candidato à liderança do PSD, Paulo Rangel

O candidato à liderança do PSD, Paulo Rangel

As posições não podiam estar mais claras e ser mais distintas: Paulo Rangel continua a afirmar que, caso vença as diretas do PSD, o partido não será uma “muleta“, um “apoio de recurso” ou um “complemento nem suplemento” do PS, algo que, no entender do próprio será a postura de Rui Rio no pós eleições de 30 de janeiro. Da sua parte, os militantes podem contar com alternativa clara aos socialistas.

“Para sermos alternativa, não podemos fazer de substituto do PS, temos de ter um projeto alternativo. Não vale a pena, eu não vou sair desta ideia. Não vou contribuir para este jogo, esta ideia de que vivemos numa maionese em que somos todos iguais. Não vou dar um único argumento para dizer que no fim vamos ter governação igual ou parecida com o PS”, esclareceu.

Em entrevista ao Observador, Rangel voltou a apelar — caso seja eleito líder do PSD — a um resultado eleitoral robusto nas próximas eleições legislativas, falando mesmo de uma maioria absoluta. Será esse o seu foco, apesar de reconhecer que, caso não o consiga, o PSD poderá sempre governar com um Governo minoritário, “que terá de garantir que as suas leis vão passado”.

Ao contrário de Rui Rio, que já afirmou que sairá do PSD caso, enquanto líder, perca as legislativas, Rangel não se comprometeu com uma atitude semelhante. “Vou assumir as responsabilidades que tiver de assumir”, resumiu.

Relativamente à constituição das listas de deputados, o eurodeputado garante que todas as decisões que tomar terão por base o bom-senso, preferindo, para já, atirar a questão para o pós eleições diretas. “A legitimidade política é fundamental. Depois de dia 27, confio no bom senso de todos os órgãos e dirigentes do partido. O prazo é exigente, mas suficiente.”

A inclusão de nomes afetos a Rui Rio nas listas é também algo certo para Paulo Rangel, que deseja ter “sensibilidades muito diferentes” como candidatos a deputados. “É um imperativo de qualquer líder partidário, resolvidas as questões internas será tempo de unir e ter diálogo abrangente, sem esquecer que existem linhas maioritárias”.

O eurodeputado abordou o apoio — ainda que discreto — de Carlos Moedas lhe decretou, depois de ontem terem começado a circular imagens dos dois a almoçarem, e afirmou não compreender a acusações de “deslealdade” que o autarca de Lisboa tem recebido na sequência da divulgação destas imagens.

“Os conceitos de lealdade andam muito trocados. Ser leal, ser frontal, não é a pessoa concordar com tudo o que outra faz, nem apoiar uma pessoa se não concorda com ela. Não se trata de relações pessoais. Ser leal é muitas vezes dizer a uma pessoa: eu não concordo consigo e não a vou apoiar“, justificou.

  ZAP //

1 Comment

  1. Ora aqui está bem demonstrado qual o interesse deste sei lá o quê, não é trabalhar em prol do país ou ajudar o país a crescer mas sim a busca desenfreada pelo poder!

Deixe o seu comentário

Your email address will not be published.