Quercus na ONU: “A ameaça ao nosso território é real”

(dv) Quercus

foto: divulgação / Quercus

A Quercus defendeu hoje que os países têm de mostrar coragem e avançar com decisões “difíceis mas necessárias” para enfrentar as alterações climáticas, apontando a subida do nível do mar como a maios preocupação para Portugal.

A Quercus vai participar na Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, que hoje começa em Varsóvia, com o objetivo de preparar uma nova tentativa de acordo global, a alcançar em 2015.

A ameaça ao nosso território é real, dramática e poderá ter fortes implicações económicas e sociais, pelo que os portugueses deverão estar na primeira linha de defesa de uma política climática ambiciosa a nível mundial”, alerta a Quercus num comunicado sobre a presença na convenção.

Segundo vários estudos, “a subida do nível do mar é uma das maiores preocupações para Portugal“, realça a Quercus, explicando que os impactes ambientais estão a acelerar, nomeadamente nas camadas de gelo, que estão a derreter muito mais rapidamente, ou no aumento do nível do mar, que está a acelerar.

A subida do nível do mar, causada pela expansão dos oceanos devido ao aumento da temperatura e do degelo, poderá vir a destruir 67% das zonas costeiras portuguesas, acrescenta.

A presença da Quercus na conferência pode ser acompanhada através do blog criado pela associação para o evento.

O termómetro do mundo

Para a associação ambientalista, a 19.ª Conferência das Partes (COP19) da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, que se prolonga até dia 22, “deve ter como meta trabalhar com vista a um plano climático justo, ambicioso e vinculativo aplicado a todo o mundo” e a prioridade é o aumento da ambição de redução de emissões a curto prazo e de financiamento das medidas.

Os países presentes na conferência em Varsóvia devem assumir os compromissos necessários para garantir um aumento da temperatura global abaixo dos 2,0 a 1,5 graus Celsius (ºC).

Apesar de todas as resoluções internacionais dos últimos anos, falta passar à ação e as emissões globais de gases com efeito de estufa continuam a “empurrar o mundo para um aumento de temperatura de quatro graus Celsius até ao final deste século, em relação aos níveis de temperatura pré-industrial”, considera.

Os efeitos das mudanças do clima já se registam em vários pontos do mundo através de tempestades, cheias, secas e cada vez mais fenómenos climáticos extremos, com custos para os países. Se tem dúvidas sobre o assunto, consulte o site da Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas para aprender mais.

ZAP / Lusa

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