110 milhões de euros: o programa orçamental para a saúde para 2024 já foi ultrapassado

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Filipe Amorim/Lusa

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins

E a tendência não é de equilíbrio, comenta a ministra da Saúde. Mas primeiro é preciso “amadurecer os dados” e avaliar a evolução das ULS.

O crescimento estimado do programa orçamental da saúde para o ano inteiro já foi ultrapassado, neste momento, em 110 milhões de euros, avançou a ministra da Saúde.

Segundo Ana Paula Martins, a avaliação foi feita há três dias pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e indica que a tendência não é de equilíbrio, mas ressalvou que “é preciso amadurecer os dados” e perceber como é que estão a evoluir as Unidades Locais de Saúde (ULS).

“Nós sabemos que existem, pelos dados que temos neste momento e temos que trabalhar com os conselhos de administração, unidades locais de saúde que estão a conseguir ter resultados de acordo com o seu programa operacional (…) que estão muito em linha com aquilo que estava estimado e também sabemos que há outras que estão eventualmente com mais dificuldades, eventualmente, porque o modelo de financiamento pode ter de ser ajustado”, afirmou a ministra na CNN Summit, em Lisboa.

Questionada se o aumento a que se tem assistido ao longo dos últimos oito anos do orçamento do Serviço Nacional de Saúde se vai manter, a ministra disse que “o crescimento da saúde é uma inevitabilidade“.

Ana Paula Martins apontou que nos sistemas de saúde considerados desenvolvidos, as expectativas dos cidadãos são cada vez maiores, há cada vez mais a inovação “que traz custos significativos”, mas também “traz resultados significativos”.

Realçou também a rubrica de recursos humanos que tem “um crescimento bastante acentuado”.

A ministra considerou ainda que “Portugal tem feito últimos anos uma opção política pela saúde”, dedicando-lhe “uma verba que não é irrelevante“.

“O crescimento que temos visto na saúde e aquilo que os governos, sobretudo depois do período de ajustamento, têm dedicado à saúde (…) é superior ao crescimento do PIB [Produto Interno Bruto], agora isto tem um limite. Acho que todos temos essa consciência”, referiu.

Sobre qual é esse limite, Ana Paula Martins disse que não sabe qual é, mas “é um limite do ponto de vista conceptual e teórico”.

// Lusa

1 Comment

  1. É sempre isto…
    Este desgoverno vai levar-nos à desgraça!
    Não têm controlo orçamental nenhum, falham todos os pontos que prometem!

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