Professores ameaçam com greve em outubro ao trabalho em excesso

Rodrigo Antunes / Lusa

Os professores ameaçaram, esta segunda-feira, realizar uma greve ao trabalho em excesso, com início a 21 de outubro, caso as escolas os obriguem a trabalhar além das 35 horas semanais previstas por lei.

A ameaça de uma nova paralisação, em idênticos moldes à ocorrida durante o ano letivo transato, foi veiculada pelo secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, que falou em nome de dez organizações sindicais de docentes numa conferência de imprensa, em Lisboa.

Segundo Mário Nogueira, caso venham a confirmar-se “ilegalidades e abusos” nos horários de trabalho dos professores e o Ministério da Educação “deixa ficar e não resolve” o problema, as organizações sindicais, incluindo a Fenprof e a Federação Nacional da Educação (FNE), as maiores estruturas, entregarão a 7 de outubro um pré-aviso de greve ao trabalho em excesso, com início a 21 de outubro, coincidindo com o período de reuniões intercalares.

Para o dirigente da Fenprof, trata-se da “defesa do horário de trabalho” dos professores, que, por lei, são 35 horas semanais e não cerca de 50, o que sucede “muitas vezes” devido a reuniões e “trabalho burocrático” fora do horário, tirando “a capacidade dos professores de se concentrarem nos seus alunos”.

Para 5 de outubro, véspera das eleições legislativas, está agendada uma manifestação em Lisboa, com saída da praça do Marquês de Pombal e término no Rossio, para assinalar o Dia Mundial do Professor.

A manifestação, que acabará sem intervenções, apenas com saudações ao dia do professor, que se comemora todos os anos a 5 de outubro e sempre na rua, de acordo com os sindicatos, ocorrerá sob o lema do rejuvenescimento da classe docente, uma das reivindicações.

A lista de reivindicações que sairá à rua inclui também a valorização e o reposicionamento nas carreiras, a recuperação integral do tempo de serviço congelado, o fim da precariedade e “concursos justos” de colocação de professores nas escolas.

A conferência de imprensa desta segunda-feira seguiu-se a uma reunião das dez organizações sindicais de professores, na qual não esteve o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, ausente em trabalho em Bruxelas. Um imprevisto impediu um outro representante da FNE de estar em Lisboa, adiantou o secretário-geral da Fenprof.

“Mas temos estado em contacto. Não estão de corpo, mas estão de alma”, afirmou Mário Nogueira, no início da conferência de imprensa.

// Lusa

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