Princesa do Dubai vai receber 588 milhões com o divórcio (cobre férias, salários, carros e mais)

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A princesa Haya bint al-Hussain, de 47 anos, vai receber quase 588 milhões de euros do acordo de divórcio com o emir do Dubai, Mohammed bin Rashid Al-Maktoum.

A separação de Haya, filha do antigo rei da Jordânia, e Mohammed bin Rashid Al-Maktoum, multimilionário, primeiro ministro do Emirados Árabes Unidos e dono de corridas de cavalos, tornou-se notícia na imprensa britânica em 2019.

Segundo a imprensa britânica, a princesa Haya bint al-Hussein fugiu do Dubai, nesse ano, porque era mal tratada e temia pela sua vida.

Uma das filhas do sheik, Latifa, já tinha tentado fazer o mesmo, voltando ao Dubai contra a sua vontade, onde foi alegadamente presa e torturada.

Fonte próximas da princesa revelaram à BBC que Haya escapou depois de entender que a família do sheik nunca a iria deixar em paz com a nova informação que detinha sobre as reais razões que fizeram Latifa voltar. Essas razões não são conhecidas da comunicação social.

Haya, a figura da realeza internacional, tornou-se a sexta esposa de Al Maktum em 2004, e é mãe de dois dos seus filhos: Jalila, de 11 anos, e Zayed, de sete. No total, o emir do Dubai tem 23 filhos de diferentes esposas.

O emir do Dubai e a Haya finalmente chegaram a acordo em relação ao divórcio, dois anos depois da fuga, com a princesa a receber quase 588 milhões de euros.

Segundo a BBC, o valor cobre o custo de manutenção de duas propriedades, em zonas nobres de Londres e Surrey, e contempla ainda um fundo de maneio para a princesa, férias, salários, alojamento para uma enfermeira e uma babysitter, carros e cuidados de póneis e outros animais de estimação.

O juiz do Supremo Tribunal que avaliou o caso referiu que este não era um caso vulgar, dada a “fortuna excecional e o elevado padrão de vida destas crianças durante o casamento”, e as circunstâncias em que o caso chegou à justiça britânica.

A defesa de Haya alegou que ela temia um destino semelhante ao de outras filhas do sheik, que tinham fugido e que, uma vez encontradas, foram devolvidas ao Dubai contra a sua vontade.

A princesa também tinha receio de que os filhos fossem sequestrados e levados para o Dubai contra a sua vontade, o que a levou a gastar avultadas quantias em segurança privada, pelas quais exigia ser recompensada.

Enquanto se tentava defender do marido, quatro dos seus guarda-costas fizeram chantagem com Haya bint al-Hussain. Ameaçaram contar ao emir que Haya mantinha uma relação com outro elemento do corpo de segurança.

Foi dado como provado em tribunal que o emir do Dubai tinha publicado um poema na internet com o intuito de ameaçar a princesa, depois de se saber que esta mantinha uma relação com este guarda-costas.

Embora também tenha sido provado que Mohammed Bin Rashid Al-Maktoum ordenou escutas ilegais ao telefone da ex-mulher, aos seus guarda-costas e aos seus advogados usando a tecnologia Pegasus, apenas à disposição de Estados, o sheik nega as acusações.

Philip Moor, o juiz do caso considerou que os filhos do ex-casal e Haya eram especialmente vulneráveis até obterem a sua independência, porque “a maior ameaça que enfrentam vem do sheik Mohammed e não do exterior”.

Segundo Philip Moor, o sheik usou “a sua imensa fortuna, poder político e influência internacional” para silenciar e fazer bullying à princesa.

Um porta-voz do emir do Dubai afirmou que “ele sempre garantiu que as crianças tinham o que precisavam. O tribunal decidiu e ele não pretende fazer mais comentários”.

Apenas “pede aos media que respeitem a privacidade dos filhos e que não se intrometam nas suas vidas no Reino Unido.”

  ZAP //

1 Comment

  1. Insulto à civilização.
    POLIGAMIA DESCARADA E LEGAL, segundo a leiislâmica .
    Seis mulheres legais.
    Onde está a indignação de feministas, ONG de direitos humanos, comissão europeia, media em Portugal e Europa???

    HIPOCRISIA EXECRÁVEL.

    há pior.
    O pai de ossama Bin Laden teve 22 mulheres..
    Nada de indignação na Europa e América, e mundo inteiro.

    Civilização da idade da pedra lascada.

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