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A nova ordem de Trump: os novos prédios federais dos Estados Unidos devem ser “bonitos”

Jim Lo Scalzo / EPA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

A ordem executiva de Donald Trump deprecia o modernismo arquitetónico. Os críticos argumentam que o decreto é “principalmente simbólico”.

Esta segunda-feira, o ainda Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decretou que todos os novos prédios federais dos Estados Unidos devem ser “bonitos”. Segundo o jornal The Guardian, a ordem executiva era há muito esperada e, nela, o governante critica o modernismo arquitetónico

Paul Goldberger, crítico de arquitetura vencedor do prémio Pulitzer, disse ao matutino que a ordem era “sobretudo simbólica” e “apenas uma oportunidade de [Trump] lançar outra granada durante o seu caminho porta fora”.

O rascunho da ordem viu a luz do dia, pela primeira vez, em fevereiro. Na altura, os críticos reagiram mal à promessa de “tornar os edifícios federais novamente bonitos”, ordenando um regresso ao “estilo arquitetónico clássico“. Dez meses depois, e com o fim de Donald Trump na Presidência já anunciado, decreto foi finalmente anunciado.

O American Institute of Architects e o National Trust for Historic Preservation opuseram-se a este decreto, enquanto que Paul Goldberger disse que o problema “não era com a arquitetura clássica em si”, mas que “a obrigatoriedade de um estilo oficial não é totalmente compatível com uma democracia liberal do século XXI”.

O documento menciona exemplos da arquitetura pública americana clássica, incluindo “o Segundo Banco dos Estados Unidos na Filadélfia, o Pioneer Courthouse em Portland e o Thurgood Marshall United States Courthouse em Nova Iorque”.

“Em Washington DC, edifícios clássicos como a Casa Branca, o edifício do Capitólio, o Supremo Tribunal, o Departamento do Tesouro e o Lincoln Memorial tornaram-se símbolos icónicos de nosso sistema de Governo”, lê-se no decreto de Trump.

“O incentivo à arquitetura clássica e tradicional não exclui o uso da maioria dos outros estilos de arquitetura quando apropriado. Deve ter-se cuidado, no entanto, para garantir que todos os projetos de edifícios federais respeitem o público em geral através da beleza e personificação visual dos ideais americanos”, refere ainda a proposta.

  Liliana Malainho, ZAP //

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