Portugal é o segundo país em que mais se confia nas notícias

A televisão é o meio de comunicação social que os portugueses mais procuram como fonte preferencial de notícia, seguido do online.

A televisão continua a ser o meio de comunicação social que os portugueses mais procuram como fonte preferencial de notícia (81%), seguido do online (79%), revela o oitavo relatório anual do Digital News Report divulgado esta quarta-feira.

“Quanto à confiança [dos portugueses] nas notícias em geral, a percentagem baixa quatro pontos percentuais, para 58%, mas mesmo assim continua a ser o segundo país [de um total de 38] onde mais se confia nas notícias”, segundo o Digital News Report anual do Reuters Institute for the Study of Journalism, da Universidade de Oxford.

“Em todos os países, o nível médio de confiança desceu dois pontos percentuais para 42% e menos de metade (49%) concorda que confia nos media noticiosos que eles próprios usam”, acrescenta.

No entanto, destaque para a França, onde “os níveis de confiança decresceram para apenas 24% (-11 pontos) no último ano, à medida que os media estão sob ataque por causa da sua cobertura do movimento dos coletes amarelos”.

Sobre Portugal, “seguindo a linha da televisão como o meio mais procurado para notícias, as duas marcas mais confiáveis são dois canais de televisão: a RTP Notícias e a SIC Notícias”, conclui o relatório baseado num inquérito online do YouGov aplicado a 75 mil pessoas em 38 mercados. “A confiança nas notícias via pesquisa (33%) e nas redes sociais (23%) mantém-se estável, mas baixa“, aponta.

A preocupação do público relativamente às fake news “continua bastante alta, com uma média de 55% nos 38 países analisados, sendo que a Holanda é o país que manifesta menos receios em relação a esta matéria, e “cresceu de forma significativa ao longo do último ano em alguns países, apesar das tentativas de governos e plataformas, para a conter”.

Embora alguns consumidores “possam estar a voltar-se para fontes de notícias mais confiáveis, o relatório apresenta notícias positivas e negativas para editores que procuram modelos de negócios sustentáveis após décadas de disrupção digital”, segundo o estudo.

“Os modelos online pagos estão a começar a funcionar em alguns países, mas apenas para as grandes empresas de media. É muito pouco provável as assinaturas de um título único funcionem para muitos dos consumidores que desejam aceder a várias marcas de uma forma fácil o ou que não encontram real mais valia no pagamento por notícias”, revela.

O relatório aponta ainda que tem crescido o número de pessoas que evitam ler notícias. Por exemplo, no Reino Unido metade dos consumidores que evitam notícias “afirmam que o fazem porque os faz sentir em baixo, enquanto outros afirmam-se sentir impotentes face ao que está a acontecer”.

Outra das tendências é o “crescimento continuado dos podcasts e da sua popularidade entre os grupos mais jovens”.

O estudo refere ainda que os media “são vistos como fazendo um melhor trabalho nas notícias de última hora do que na explicação dos acontecimentos”, ou seja, no que respeita ao contexto.

Do universo de todos os países analisados, quase dois terços “sentem que os media são bons a mantê-los informados (62%), mas que são menos bons a ajudar a compreender as notícias (51%). Menos da metade (42%) acham que os media fazem um bom trabalho na responsabilização dos ricos e poderosos — e este número é bem mais baixo na Coreia do Sul (21%), na Hungria (20%) e no Japão (17%)”.

// Lusa

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