Portugal arrisca tornar-se um deserto de pessoas

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gmf-productions / Flickr

A população portuguesa pode cair dos 10,4 milhões de pessoas, em 2015, para apenas 7,8 milhões, em 2060, caso não haja migrações. Este é um dos dados constantes de um estudo feito pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Intitulado “Migrações e Sustentabilidade Demográfica”, este estudo promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) vai ser apresentado a 22 de Maio próximo, na Universidade de Lisboa, pelo seu coordenador, João Peixoto, professor do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).

Mas as conclusões do estudo foram já antecipadas pelo director científico da FFMS, Pedro Magalhães, num encontro com jornalistas.

“O estudo apresenta resultados inquietantes, que dificilmente deixarão os portugueses indiferentes”, destaca Pedro Magalhães, citado pelo O Jornal Económico.

A publicação atesta que entre os dados abordados pelos investigadores está o facto de que, sem migrações, a população portuguesa pode decrescer dos 10,4 milhões de pessoas, segundo dados de 2015, para os cerca de 7,8 milhões, em 2060.

“Para manter a dimensão da população activa nos próximos 45 anos, será necessário, em média, um saldo migratório de 75 mil pessoas por ano“, constata ainda o Negócios.

O estudo aborda ainda o impacto das migrações no sistema da Segurança Social, nomeadamente nas reformas.

  ZAP //

6 Comments

  1. É necessário ser-se cientista para conseguir encontrar o caminho mais desacertado para manter o mesmo nível populacional, assim vai-se apostando em menos qualidade de vida e mais exploração e guerrilhas ideológicas e religiosas para que alguns poucos engordem ainda mais e não se opta pelo caminho que seria mais acertado, dar aos portugueses um melhor nível de vida e mais incentivos à natalidade, este senhor possivelmente ainda não viajou pela Europa ou então como fazem normalmente os políticos quando por lá vão, não olha para o lado e por isso ainda não se apercebeu dos problemas que estes enfrentam sobretudo com imigração islâmica.

    • Caro amigo, estou absolutamente de acordo com o que escreveu. Quando li o artigo foi exatamente isso que pensei.
      O que temos de fazer não é apostar nas migrações para “compor o ramalhete” em matéria de dimensão demográfica, temos é de dar as condições de vida necessárias para que os casais portugueses possam ter filhos. Por esta via conseguimos a preservação cultural, religiosa e a manutenção da nossa identidade nacional. Apostar na migrações é subverter estes princípios e “validar” um modelo de degradação social, resultado do aproveitamento de quem só quer encher os bolsos explorando os demais.

  2. Ui… um deserto com 7,8 milhões!…
    Por mim, iam já amanhã 5 milhões à vida!…
    E, no tempo que estamos, fazer previsões a tão longo prazo vale tanto como consultar Maya ou ler os signos na revista Maria!…

  3. Enquanto Portugal não consegue se alimentar sozinho e tem de fazer emprestimos para sobreviver dentro do sistema Euro, só pode ser muito bom, perder população superflu. A natureza completamente estragada também vai agradecer.

  4. Tanto disparate junto… Os Portugueses estão mesmo em vias de extinção e enquanto não se encarar esse facto como ele merece nada feito. Aqui neste país os homens acham que responsabilidade parental cabe às mulheres e elas… toma lá a responsabilidade parental, deixaram de ter filhos. Portanto meus senhores enquanto ser mãe acarrete risco de pobreza, nada feito… a minha querida maezinha ja me dizia ha 40 anos:”não tenhas mais filhos do que aqueles que puderes levar numa mão. Nao te esqueças que na outra podes ter de levar uma mala”. Sim, caminhamos oara a extinção e vai ser preciso muito para convencer as Portuguesas a ter filhos

    • Tendo em conta que hoje em dia as mentalidades já são um pouco diferentes em relação a uns anos atrás, o seu comentário acaba por ficar um pouco fora de contexto.
      Com isto não quer dizer que todos os homens ajudam em casa, o que seria uma grande mentira… o que quero dizer é que cada vez mais os homens ajudam em casa.

      No que respeita á população estar em decréscimo emigração, penso que a emigração, falta de meios e não se sentir bem com o meio envolvente, sejam uns dos principais factores que contribuem para o decréscimo da taxa de natalidade.

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