Porto vs Benfica | Desperdício trama dragão

O FC Porto perdeu os primeiros pontos em casa no campeonato, no “clássico” com o Benfica, que terminou empatado (0-0).

A equipa “encarnada” entrou melhor na partida, mas o FC Porto reagiu bem ao atrevimento dos visitantes, chegando ao intervalo já com um certo ascendente – que se tornou bem mais significativo após o intervalo.

A segunda parte foi dominada por inteiro pelos “dragões”, cujas intenções, no entanto, esbarraram em Marega, que não foi capaz de “matar” o jogo em nenhuma das ocasiões flagrantes de que dispôs.

O Jogo explicado em Números

  • Bom início de partida por parte do Benfica, que fez o primeiro remate enquadrado do desafio, logo aos três minutos. A equipa “encarnada” chegou ao final dos primeiros 15 minutos com 65% de posse de bola e três cantos. A equipa portista revelava maior acerto no capítulo da distribuição (85% de eficácia contra 77% do adversário), mas passava muito pouco a bola – nenhum jogador seu chegava sequer às dez entregas.
  • Volvidos 30 minutos desde o início da partida, era notório o crescimento da equipa do FC Porto que, ainda assim, continuava sem rematar à baliza e com menos posse de bola do que o adversário (42%). Grimaldo era o jogador em destaque no capítulo da distribuição, com 27 passes, 13 deles no meio-campo adversário – mais do que qualquer outro jogador em campo.
  • A diferença de estratégia nas duas equipas era bem visível: aos 35 minutos, o FC Porto dava clara primazia ao flanco direito, de onde saíram 45% dos seus ataques, enquanto o Benfica focava-se mais no corredor esquerdo, a partir do qual surgiram 53% dos seus ataques.
  • Igualdade ao intervalo perfeitamente ajustada ao que se verificou dentro de campo, com o FC Porto a chegar ao final da primeira parte com diferença mínima na posse de bola e com vantagem em indicadores como bolas na área adversária e eficácia na distribuição.
  • No regresso aos balneários, era Alex Telles quem liderava os GoalPoint Ratings, com 6.5, fruto de um remate enquadrado, sete duelos ganhos, quatro desarmes e quatro alívios. Do lado do Benfica, o melhor era também um defesa, Jardel 6.2, com um passe para finalização, um drible eficaz e três foras-de-jogo provocados.
  • O FC Porto regressou ao campo com vontade de fazer o 1-0 e só não chegou à vantagem porque encontrou Varela pelo caminho.
  • O guarda-redes do Benfica fez duas excelentes intervenções nos primeiros 15 minutos, a remates de Brahimi e Marega. Durante este período inicial, o Benfica até teve mais bola (52%), mas acertou apenas 53% dos seus passes, o que demonstrava bem as dificuldades que as “águias” sentiam para construir jogo.
  • Aos 75 minutos, Brahimi era o único jogador com mais do que um passe para finalização em campo. O argelino não parava de dar nas vistas, sendo ainda o portista com mais passes no meio-campo adversário (22) e o que mais duelos somava (23).
  • A estratégia de Rui Vitória para segurar o empate sofreu um duro revés com a expulsão de Zivkovic aos 82 minutos.
  • O sérvio, que estava em campo fazia sete minutos, viu dois amarelos de rajada – ele que até já tinha dado nas vistas pela positiva com um passe para finalização.
  • Nos derradeiros instantes surgiram as melhores oportunidades do segundo tempo. Primeiro foi Krovinovic a desperdiçar uma boa ocasião, rematando contra Jorge Sá; depois, Marega falhou dois golos “cantados”, terminando a partida com três ocasiões flagrantes desperdiçadas, duas delas de cabeça.

O Homem do Jogo

Num encontro sem golos, foi um defesa quem mais deu nas vistas. Alex Telles foi desde cedo um dos grandes impulsionadores do ataque portista, demonstrando, ao mesmo tempo, nervos de aço nas tarefas defensivas.

O lateral-esquerdo completou 12 acções defensivas, divididas de igual forma entre desarmes e alívios, e somou três passes para finalização, ficando apenas atrás de Brahimi neste capítulo.

Para além disso, o brasileiro foi de longe o melhor a cruzar, acertando quatro das suas cinco tentativas, colocou 14 bolas na área contrária e venceu nove dos 12 duelos que disputou. Tudo somado, o portista terminou a partida como o homem do jogo nos GoalPoint Ratings, com nota 7.8.

Jogadores em foco

  • Brahimi 7.3 – Rematou apenas uma vez, de forma enquadrada, mas destacou-se na distribuição, com quatro passes para finalização. Tentou o drible 15 vezes, sendo feliz em sete ocasiões, venceu 15 dos 25 duelos que disputou e sofreu cinco faltas.
  • Fejsa 6.6 – Teve a nota mais alta da sua equipa. Disputou 18 duelos, vencendo dez, recuperou oito vezes a posse e somou 16 acções defensivas, entre desarmes (oito), intercepções (cinco) e desarmes (três).
  • Varela 5.9 – Fez quatro defesas, três delas a remates de dentro da área, somando ainda uma saída a soco e uma pelo solo. Revelou tremenda falta de eficácia no passe, acertando apenas sete das 31 entregas que fez.
  • Grimaldo 4.3 – Somou dez acções defensivas e tocou 95 vezes na bola, é certo, mas falhou dois desarmes e cometeu dois erros resultantes em remate, que poderiam ter resultado em golo.
  • Marega 3.2 – Um verdadeiro desastre. Três remates, todos eles desenquadrados com a baliza, e outras tantas ocasiões flagrantes de golo deitadas fora. Controlou mal a bola em três situações e foi ainda apanhado em fora-de-jogo uma vez.

Resumo

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