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Se as pontes fossem inspiradas em membros, eram mais resistentes a terramotos

As colunas das pontes são normalmente formadas por grandes estruturas de betão monolítico que lhes conferem grande resistência. No entanto, têm um grande senão: a possibilidade de serem criadas fendas em caso de atividade sísmica.

Um novo estudo, publicado recentemente no Journal of Structural Engineering, sugere que construir este tipo de estruturas de suporte de carga a partir de secções e articulações inspiradas em membros pode não só fornecer maior durabilidade sob atividade sísmica, como também ser uma opção mais barata em caso de reparação das fissuras.

Uma equipa de engenheiros da Texas A&M University, nos Estados Unidos, tem explorado um projeto de ponte híbrida deslizante e oscilante como uma alternativa mais resistente a terramotos, quando comparada com os projetos convencionais.

De acordo com o New Atlas, este tipo de colunas oferece o mesmo suporte que as colunas típicas de betão, mas são capazes de absorver mais energia do balanço do solo, graças ao movimento de juntas e segmentos inspirados em membros humanos.

Se um terramoto abalar o solo, os segmentos individuais deslizam uns sobre os outros em vez de rachar.

“O nosso projeto é relativamente novo e, portanto, há pouca literatura científica. Adotamos uma abordagem não convencional para preencher a nossa lacuna de conhecimento, recrutando um painel de especialistas em danos e reparos de pontes”, disse o autor do estudo, Petros Sideris, adiantando que é necessário ainda muito trabalho até poderem aplicar este projeto no mundo real.

Os engenheiros submeteram as colunas híbridas de balanço deslizante, inspiradas em membros humanos, a vários testes que envolviam movimentos que simulavam atividade sísmica. As experiâncias permitiram observar os danos e estimar custos para os reparar.

A equipa descobriu que as colunas híbridas de balanço deslizante sofreram menos danos do que os designs convencionais e muito poucos danos em geral, mesmo quando submetidas a forças equivalentes a terramotos que ocorrem uma vez em alguns milhares de anos.

Quando foram danificadas, os engenheiros descobriram que podiam ser facilmente remendados com argamassa e fibras de carbono. “Novos projetos de pontes com um custo inicial de construção maior podem ser mais benéficos a longo prazo porque são mais resistentes”, defendeu Sideris.

  ZAP //

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