Major-general, 11 militares e 4 empresários detidos por suspeitas de corrupção

Pedro Aragão / Wikimedia

Uma aeronave Airbus CASA C-295M da Força Aérea Portuguesa aterra na base aérea de Monte Real

Uma aeronave Airbus CASA C-295M da Força Aérea Portuguesa

A PJ deteve 12 militares e quatro empresários por suspeitas de corrupção passiva e ativa para ato ilícito, abuso de poder e falsificação de documentos na área da comercialização de géneros alimentícios nas messes da Força Aérea.

Em comunicado hoje divulgado, a PJ refere que estas detenções ocorrem na segunda fase da Operação “ZEUS” e que os suspeitos estavam envolvidos num esquema de sobrefaturação de bens e matérias-primas para a confeção de refeições nas messes da Força Aérea.

Posteriormente, os militares e os empresários dividiam o lucro alcançado pela diferença entre o valor efetivo da venda dos produtos alimentares e o valor sobrefaturado ao Estado.

Segundo o jornal Correio da Manhã, entre os detidos encontra-se o major-general que comanda a Direção de Abastecimento e Transportes, em Alfragide, junto ao Estado Maior da Força Aérea.

Na primeira fase da operação, em novembro de 2016, foram detidos cinco homens por corrupção ativa e passiva para ato ilícito e falsificação de documentos, num “esquema fraudulento poderá ter lesado o Estado em cerca de dez milhões de euros“.

Nesta segunda fase da operação participaram 130 elementos da PJ e dez procuradores do Ministério Público, tendo sido realizadas 36 buscas nas áreas dos distritos de Lisboa, Porto, Santarém, Setúbal, Évora e Faro, das quais 31 domiciliárias e cinco não domiciliárias.

Os detidos serão presentes a tribunal para determinação das medidas de coação. O inquérito é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa e envolve elementos da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC).

// Lusa

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14 COMENTÁRIOS

  1. Esse dinheiro daria para reparar a rede e muito mais. Querem mordomias e depois anunciam por a espadas na Presidência da Reública. Metam-nas antes no “c…”.

  2. Concordo!! Subscrevo!!
    Reduzam e comprimam ainda mais as forças armadas!!…
    Mas de forma a criar uma estrutura pequena mas eficaz!!…
    E não esta cambada inoperante!!…

    • As heranças deixadas no brasil és tú e todos os outros que como tú só ladram e nada caçam. Eu nunca estive no brasil nem os meus antepassados de quem descendo, os teus para lá foram e por lá ficaram e de espermatozóide em espermatozóide aí está a herança o “Zucão”.

  3. Os militares, ganham muito mais do que a generalidade dos trabalhadores, têm muito mais regalias sociais do que a generalidade da população, passam o tempo nos quartéis sem nada fazerem, têm vindo a evidenciar uma absoluta incompetência e descontrolo nos gastos (para não falar nas sucessivas acusações de corrupção). Ainda têm o despudor de fazer “ameaças”. É preciso ter lata, muita lata mesmo

  4. Com militares deste calibre pra defender o país, Deus nos livre que o Daesh se lembre de vir pra cá,
    seria como bater em mortos…

  5. Corrupção é igualmente má nos civis e nos militares, sendo naturalmente mais grave nos militares. Redução da estrutura militar e adequação à realidade é de facto uma necessidade. Agora que os militares estão bem pagos, alto e pára o baile: o militar pode ter um filho pequeno e ser chamado para ir amanhã para uma missão no Mali, Afeganistão ou outro sítio pouco recomendável, vir em 4 tábuas como ainda agora aconteceu a um SAjd no Mali e depois a mulher e filho recebem 1200 € para o funeral e a pensão que se vê. Antes de alguns artistas falarem, nada como colocarem-se no lugar dos militares ou dos polícias e reflectir um pouco, porque eles, ao contrário dos outros funcionários públicos, arriscam a vida …

    • Os “acidentes de trabalho” dos militares corresponde a menos de 10% dos agentes da PSP e da GNR e a menos de 3% dos acidentes de trabalho de todos os trabalhadores. Acresce que todos os militares têm o Suplemento da Condição Militar, mesmo os que estão na Reserva, e que não vão lado nenhum – a não ser para o refeitório, e que é de 20% sobre o vencimento – este suplemento foi criado no tempo de Salazar e era atribuído apenas aos militares do QP que iam para o ultramar, ou seja para as zonas de guerra. Não esquecer que hoje todos os militares recebem esse suplemento como se o risco de guerra fosse total e permanente e extensivo a todos, isto sem contar com os subsidios de voo, de mergulho, de saltos, de deslomento, de… de…. Enfim. Ver a este propósito um relatório do Departamento de Defesa dos EUA, publicado no Expresso há uns anos em que classificavam as F Armadas Portuguesas como o “Exército dos Generais sentados”. Está tudo dito

  6. Os militares estão muito mal vistos pela população. A ideia que tenho é que passam o dia na messe dos oficiais a “mamar” copos. Subscrevo integralmente. o comentário de FSIVA

  7. FSIVA tem toda a razão.
    Os militares de patente acima de Capitão, ganham demais, têm mordomias, fazem nada, e quando chega a altura de proteger um paiol de munições é o que se vê.
    O facto de terem armas na mão, dá-lhes uma ideia que são intocáveis e que o poder civil nada pode contra eles. Veja-se como reagiram às 5 exonerações de responsáveis no roubo de Tancos. Marcelo se os tivesse no sítio exonerava na hora os contestatários.
    As Forças Armadas são necessárias em qualquer país, mas as portuguesas precisam de uma grande “varridela”. Há comandantes a mais e soldados a menos e as suas funções deveriam ser repensadas – prevenção de incêndios, e estarem preparados para ajudar as populações em caso de calamidade. O ataque aéreo a incêndios deveria estar nas mãos da Força Aérea e a limpeza de florestas ajudada pela Engenharia Militar.
    O caso de Tancos deveria servir de Case-Study… Video-vigilância desligada há 2 anos, mais dois sistemas electrónicos contra intrusão sem funcionar, patrulhas paradas 20 horas, soldados com armas sem munições (!!!), guaritas sem utilidade, portas do paiol sem guarda e de fácil abertura. É bom que os países da Europa e do Ocidente em geral, peçam explicações ao governo de Costa, pois aquele armamento poderá servir em ataques a outros países.

    O ministro da Defesa e a ministra da Administração Interna, se tivessem um pingo de vergonha e alguma dignidade, já teriam colocado o lugar à disposição. Mas com um primeiro ministro cara de pau, apoiado por um cata vento, estamos à espera de quê ?

  8. Bom dia. Não pude deixar de ler estes comentários e achar interessante a forma como expressam as suas ideias. Realmente, a maioria não diz o que sabe ou não sabe o que diz, uma vez que os seus pensamentos estão desfasados da realidade. Mas se ser militar é assim tão bom, pergunto-lhes porque não quiseram ser militares !!! uma vez que para ser militar em portugal não é um privilégio de nenhuma classe em especial, mas sim um direito para todos.

  9. Sabendo-se o que se diz convém então fundamentar e não se ficar por generalidades. E porque diabo havemos de ser todos juizes, ou todos banqueiros, ou todos pedreiros por melhores que essas profissões sejam? ou será que o facto de não se pertencer a esta ou aquela profissão não a poderemos criticar ou denunciar o que está mal. A Instituição Militar tem privilégios que a generalidade das profissões não têm; ganham muito acima da média de todas as outras actividades. Os casos de corrupção, conhecidos, nas F Armadas nos últimos anos tem sido uma constante indo da base ao topo da hierarquia (o caso anunciado ontem atingem um Major-General). Se as F Armadas não conseguem guardar as armas que lhe estão confiadas o que conseguem guardar afinal?

  10. Será que existe algum setor de atividade neste país que ñ esteja minado pela corrupção???
    Como é possível num país tão pequeno haver tanto gatuno??
    Portugal deve ser um dos países com mais corruptos por m2

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