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Piscinas de hotéis podem esconder bactérias mortais

As piscinas de hotéis e complexos turísticos, muito frequentados e procurados durante os períodos de férias, representam um perigo para a saúde, podendo mesmo conter conter bactérias mortais.

O alerta é deixado por Luke Griffiths, instrutor de natação do Safety Training Awards do Reino Unido, que, em entrevista ao diário de The Sun, adverte que algumas piscinas, apesar de parecerem muito limpas, pode conter várias bactérias perigosas.

De acordo com o especialista, engolir a água das piscinas é uma causa muito comum de infeções de estômago, devido à presença de microrganismos como os do género Cryptosporidium e da espécie Giardia intestinalis.

Para as pessoas relativamente saudáveis, estes seres vivos representam um risco menor: depois de duas a três semanas de cama, com sintomas de febre e diarreia, o organismo acaba por sair do corpo. No entanto, para as pessoas com imunodeficiência, estas bactérias pode até ter consequências letais, aponta Griffiths.

Para evitar qualquer risco, o especialista aconselha os banhistas a prestar atenção à água, observando se esta se encontra turva ou não. Se não for possível ver o fundo da piscina, é melhor não mergulhar, sublinha o Griffiths. Outro sinal importante são as paredes da piscina: se estiverem escorregadias podem ser sinal de crescimento de algas.

Estas algas, por sua vez, favorecem a infeção por Pseudomonas aeruginosa, bactéria que pode causar patologias desde pneumonias até choques sépticos, dependendo da forma como estes organismos entram no corpo.

Naegleria fowleri, a ameba “come cérebros”

Contudo, e apesar de todas as medidas de precaução, é possível que a infeção ocorra. A Naegleria fowleri, conhecida como ameba “come cérebros”, é um parasita muito raro e mortal. O organismo entra no corpo através do nariz quando nadamos ou mergulhamos em águas doces aquecidas ou em águas “inadequadamente cloradas” nas piscinas, de acordo com o Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

Uma das vítimas da ameba “come cérebros”, assim batizada devido à sua habilidade de devorar este órgão, foi um jovem de 29 anos que morreu em setembro passado depois de ter sido infetado com este parasita. A infeção ocorreu durante uma estadia no Surf Resort do BSR Cable Park, no estado norte-americano do Texas.

Um outro caso semelhante ocorreu há apenas três meses no Peru, segundo relata a RT, quando a mesma bactéria infetou uma menina de 10 anos enquanto a criança se banhava numa piscina num centro desportivo em Lima.

Curiosamente, o consumo de água contaminada com esta bactéria não representa uma ameaça à saúde, tal como explica o CDC. Os especialistas pedem, contudo, especial cuidado para evitar que a água do chuveiro entre pelo nariz, uma vez que é precisamente através das narinas que a infeção pode ser contraída.

Além disso, advertem para não imergir a cabeça na água da banheira, bem como para proibir que as crianças brinquem com mangueiras sem a supervisão de um adulto.

  ZAP //

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