Trabalhadora do Pingo Doce terá sido impedida de ir à casa de banho (acabou por urinar na caixa)

Pingo Doce

Uma funcionária de um hipermercado Pingo Doce terá solicitado, por várias vezes, para ir à casa de banho, sem ter sido autorizada para isso, o que a levou a urinar-se no posto de trabalho. Uma denúncia do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Serviços que o Pingo Doce nega.

O caso aconteceu no espaço do Pingo Doce da Bela Vista, em Lisboa, onde “a repressão a que os trabalhadores são submetidos pela responsável de loja tem dado azo a muitas situações humilhantes“, denuncia o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Serviços (CESP).

No caso desta última trabalhadora, o seu pedido “para ser substituída na caixa, para poder ir comer e usar a casa de banho, foi sucessivamente negado, acabando por urinar no posto de trabalho”, refere o CESP.

O Sindicato acrescenta que “já exigiu à Jerónimo Martins, empresa proprietária do Pingo Doce, que tome medidas em conformidade com a gravidade desta situação“.

Fonte oficial da Jerónimo Martins refere ao Notícias ao Minuto que o Pingo Doce procurou “apurar os factos”, concluindo que “não existe conhecimento deste caso nem da parte das chefias nem da parte dos colaboradores”.

Assim, o Pingo Doce não vê “qualquer fundamento” na denúncia do Sindicato e alega que, além dos tempos de descanso legais que estão previstos, ainda concede aos seus funcionários “tempo de pausa extra durante a jornada de trabalho”.

Já o Sindicato acusa o Pingo Doce de fomentar um “clima de intimidação, sentido na generalidade das lojas”, revelando que lhe chegam “várias queixas de episódios igualmente lamentáveis um pouco por todo o país”.

“Os trabalhadores do Pingo Doce recebem pouco acima do salário mínimo nacional mas são obrigados a horários longos e completamente desregulados e a ritmos de trabalho intensíssimos”, acusa ainda o CESP.

A dirigente do Sindicato, Luísa Alves, relata ao Notícias ao Minuto que no Pingo Doce da Bela Vista impera um ambiente de “grande repressão” que considera “inaceitável”. “Não estamos no século passado”, lamenta.

A sindicalista refere ainda que muitos dos trabalhadores das caixas daquele espaço “são obrigados a estar o dia todo de pé” porque as cadeiras, com mais de 20 anos, não estão em boas condições. “A maioria está partida”, alega Luísa Alves, referindo que a empresa “fez ouvidos moucos” das queixas que lhe foram apresentadas sobre este assunto.

ZAP //

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7 COMENTÁRIOS

  1. O tempo da escravatura voltou. FAlta pouco p/ se pagar p/ trabalhar. Haja decência, respeito p/ c/ os trabalhadores – quando não o há pouco ou nada há a fazer.

  2. Não me revejo nas atitudes desta empresa que além de preferir pagar os seus impostos no estrangeiro, ainda tem a lata de extorquir os trabalhadores e tratá-los desta forma…
    Para mim o Pingo Doce nunca mais….!!!!!!!!!
    ACABOU!

  3. E acho que a senhora fez muito bem. Pena é ter apenas vontade de urinar. Isso é que é pena.
    Recuso-me a fazer compras no pingo triste

  4. É inadmissível que uma situação destas aconteça em qualquer posto de trabalho e mais ainda num posto de atendimento ao público.
    Jamais voltarei a fazer compras no Pingo Doce.
    Vale o que vale.
    Muitas gotas de água fazem um oceano.
    Um sorriso e um abraço de carinho à funcionária que foi obrigada a passar por uma situação tão indigna em frente dos seus colegas, amigos e clientes.

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