Casal paquistanês são os primeiros civis retirados de Ghouta

STR / EPA

Mohamad Fadl Akram com a sua mulher, Saghran Bibi.

A retirada de civis do enclave rebelde de Ghouta Oriental, na Síria, começou esta quinta-feira. Os primeiros civis a serem retirados foi um casal paquistanês, que chegou a Damasco através do “corredor humanitário” aberto pelo regime sírio e pela Rússia.

O “corredor humanitário” foi aberto no quadro de uma “pausa humanitária” diária de cinco horas decretada pela Rússia e que entrou esta terça-feira em vigor, de modo a permitir o encaminhamento de ajuda alimentar e medicamentosa ao enclave.

Uma fonte militar e outra do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) indicaram, esta quarta-feira, que nenhum civil ou comboio humanitário atravessou o setor de Al-Wafidine para sair do enclave rebelde próximo de Damasco.

No entanto, esta quinta-feira, fontes do Crescente Vermelho sírio e do observatório adiantaram que um casal paquistanês, de idade avançada, foram os primeiros civis a serem retirados do enclave através do “corredor”. “A retirada enquadra-se no nosso dever humanitário”, disse a fonte do Crescente Vermelho sírio, encarregada da operação.

Mohamed Allouche, dirigente da Jaich al-Islam, uma das principais fações rebeldes que controlam Ghouta Oriental, confirmou na conta do Twitter a saída do casal paquistanês.

“Foi a única saída que ocorreu desde a entrada em vigor da pausa humanitária”, disse à agência noticiosa France Presse Rami Rahmane, diretor do observatório sírio, instituição que congrega uma vasta rede de fontes em todo o país, no terreno há sete anos. No entanto,a retirada não está ligada à trégua russa, sendo o resultado de negociações que decorrem há muito tempo mediadas pela embaixada do Paquistão.

Em declarações à AFP, Mohamad Fadl Akram, de 73 anos, afirmou residir na Síria desde 1974. O cidadão paquistanês foi transferido para Damasco com Saghran Bibi, a mulher, mas lamenta ter deixado para trás dois filhos e três filhas, assim como 12 crianças que residiam com o casal.  “O Estado sírio não deu autorização. Que Deus os proteja.”

O enclave rebelde de Ghouta oriental está desde 2013 sob um cerco das forças leais a al-Assad e os cerca de 400 mil habitantes são vitimas diariamente, além dos bombardeamentos e da falta de alimentos e de medicamentos.

Desencadeado a 15 de março de 2011, na sequência da repressão de manifestações pacíficas pró-democracia, o conflito na Síria, que se estende a ouras regiões, já causou mais de 340.000 mortos, bem como milhões de deslocados e refugiados.

ZAP // Lusa

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