A pandemia teve um efeito inesperado nas relações humanas

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A pandemia tornou-nos mais gentis e generosos uns com os outros, de acordo com o Relatório Mundial da Felicidade, que notou um aumento no voluntariado, doações e na ajuda a estranhos.

A pandemia trouxe-nos muita ansiedade, sofrimento e, em muitos casos, luto — mas nem tudo foi mau.

De acordo com o Relatório Mundial da Felicidade de 2022, uma publicação da Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável da ONU criada com dados das sondagens Gallup, a covid-19 tornou-nos mais benevolentes e gentis.

No inquérito deste ano, que assinala o seu 10.º aniversário, participaram 1000 pessoas oriundas de cada um dos 156 países que foram incluídos. “Concluímos que durante 2021 houve um crescimento significativo nos três actos de gentileza monitorizados pela sondagem”, revela o economista John Helliwell, da Universidade de British Columbia, no Canadá.

Ajudar estranhos, voluntariado e doações em 2021 subiram bastante em todas as partes do mundo, com uma prevalência em níveis quase 25% superiores aos pré-pandemia”, acrescenta.

Apesar disto, o stress, as preocupações e a tristeza também aumentaram, com a pandemia a ter um “impacto tangível” nas vidas e na felicidade, nota o Science Alert.

As preocupações futuras são com a guerra na Ucrânia, que ainda não tinha começado quando o inquérito foi feito, e a consequente inflação, assim com o impacto das alterações climáticas.

Os resultados também variam de acordo com a idade dos inquiridos. Entre os mais jovens, a satisfação também caiu, mas subiu na faixa etária acima dos 60 anos. No geral, notou-se uma pequena descida a longo-prazo na satisfação com a vida na maioria dos países.

O topo da lista é dominado pelos países nórdicos, com a Finlândia em primeiro lugar, seguindo-se a Dinamarca, Islândia, Suíça e Países Baixos. No fim da tabela estão o Ruanda, Zimbabué, Líbano e Afeganistão. Portugal está na 56.ª posição.

Apesar das guerras, doenças e desigualdade continuarem a ser grandes problemas em 2022, os investigadores sugerem que há formas de continuarmos a cuidar uns dos outros, seja no nível governamental ou apenas no plano individual.

“Os atos de gentileza e generosidade podem ajudar-nos a lidar com tempos difíceis ao nos darem um sentido de propósito, algo prático em que nos podemos focar e mostrar a força do espírito humano. Podemos construir uma boa saúde mental ao adotarmos ações positivas para ajudar-mos os outros”, explica Mark Williamson, CEO da caridade Action for Happiness.

  ZAP //

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  1. No Brasil, a pandemia do coronavirus e a epidemia da estupidez ou necropolítica do governo Bolsonazi, pioraram as relações humanas (ralações humanas), aumentou machões armados nas ruas matando qualquer desarmado, aumentou acidentes e mortes de trânsito, aumentou morte de mulheres (feminicídio), aumentou o ódio nas redes virtuais-internet (lugar de gozo do demônio), diminuiu amizades e encontros familiares-de-paz. Enfim, pelo menos no Brasil, somos MAIS INFELIZ, considerando tanto período democrático como até o da ditadura militar.

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