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Países Baixos 2-0 Áustria | Laranja embala e carimba oitavos

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Piroschka Van De Wouw / EPA

Denzel Dumfries e Memphis Depay

Os Países Baixos venceram hoje a Áustria por 2-0, em jogo da segunda jornada do Grupo C do Euro2020 de futebol, e são a terceira seleção a garantir o apuramento para os oitavos de final do torneio.

A jogar em ‘casa’, em Amesterdão, os Países Baixos adiantaram-se no marcador aos 11 minutos, através de Memphis Depay, de penálti, com o defesa Denzel Dumfries a ampliar a vantagem, aos 67, fazendo o seu segundo golo na prova.

Com esta vitória, os Países Baixos somam seis pontos e, para além de garantirem o apuramento para os ‘oitavos’, tal como Itália e Bélgica, asseguram também o primeiro lugar no grupo, enquanto o segundo vai ser decidido entre a Ucrânia e a Áustria, que somam ambas três pontos e se defrontam na última jornada.

Já a Macedónia do Norte, que fecha a fase de grupos com os Países Baixos, está em último, sem nenhum ponto somado, e já não tem hipótese de seguir em frente na competição.

Detalhes fundamentais do jogo

Com dois jogos, dois triunfos, cinco golos apontados e dois sofridos, os Países Baixos já asseguraram uma vaga nos oitavos-de-final deste EURO 2020.

Na noite desta quinta-feira, os comandados de Frank de Boer venceram a Áustria por 2-0. Depay abriu a contagem na primeira metade e Dumfries fechou as contas na etapa final. Na última jornada deste Grupo C haverá uma autêntica “final” entre austríacos e ucranianos.

Primeira parte movimentada em Amesterdão. Os anfitriões marcaram cedo, após uma imprudência de Alaba que deu penálti sobre Dumfries, e Depay não desperdiçou.

Os austríacos tentaram reagir, mas com escassa arte no momento de atacar, pouco assustaram Sketelenburg – apenas dois remates desenquadrados.

Nos últimos cinco minutos, Depay (40’) e Wijnaldum (41’) desperdiçaram duas oportunidades enormes de golo e não conseguiram dilatar a vantagem dos da casa.

Nos últimos 49 minutos, a “laranja” soube gerir os ritmos da partida, primeiro ameaçou com De Vrij e De Ligt no mesmo lance aos 60 mionutos, e aos 66 carimbou o 2-0 através de Dumfries, num lance gizado por Malen, que tinha acabado de ser lançado em cena.

Só a partir daí é que Áustria conseguiu chegar com perigo à baliza contrária, uma reacção que chegou tarde. Dos nove remates tentados pelos homens de Franco Foda, apenas um foi em direcção ao alvo.

Melhor em Campo

Mais um recital do “maestro” neerlandês De Jong. Todo o jogo da equipa passa pelos pés do número 21, que soube sair da pressão contrária com classe e precisão, aumentou o ritmo do duelo quando teve de o fazer, abrandou o ímpeto quando foi necessário e foi imperial nos momentos em que teve de ligar a equipa à corrente.

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De Jong acabou por fazer dois passes valiosos, falhou apenas dois dos sete dribles tentados, recuperou a posse em 12 ocasiões (máximo no duelo), acumulou três acções defensivas no meio-campo contrário, três desarmes, duas intercepções e bloqueou quatro passes/cruzamentos.

Acções que valeram ao médio o título de MVP com um GoalPoint Rating de 7.1.

Destaques dos Países Baixos

De Ligt 6.9 – Falhou o jogo inaugural por lesão, mas regressou e foi um dos melhores em campo. Ao todo registou um remate, não falhou nenhum dos 39 passes que fez (100% de eficácia), somou seis recuperações de posse e três alívios.

Dumfries 6.7 – Está em grande o ala-direito. Após o golo salvador ante a Ucrânia, voltou a fazer a diferença com mais um tento. Além disso, carimbou dois passes para finalização e levou a melhor nos quatro duelos aéreos em que interveio.

Depay 6.0 – Marcou e fez de tudo para repetir a dose com seis remates ao todo – Expected Goals (xG) de 1,5 -, seis passes valiosos (outro máximo na partida), cinco passes aproximativos e quatro acções com a bola na área austríaca. Não fossem as 17 perdas de bola e a ocasião flagrante falhada e a nota seria ainda mais elevada.

Destaques da Áustria

Dragovic 6.3 – Foi o elemento austríaco com melhor avaliação graças às oito recuperações de bola que registou, três intercepções e três remates bloqueados.

Kalajdzic 5.6 – Em apenas meia-hora fez mais do que todos os colegas em termos ofensivos, somando três remates, um passe valioso e quatro acções com a bola na área do adversário, e venceu quatro dos cinco duelos aéreos ofensivos que protagonizou.

Alaba 4.0 – Exibição para esquecer do capitão, que começou logo com o pé esquerdo quando derrubou Dumfries na área. Ainda ameaçou reduzir a desvantagem, mas falhou o 2-1 por escassos centímetros aos 81 minutos. Realce, ainda, para as 14 vezes em que perdeu a posse.

Resumo

ZAP // Lusa / GoalPoint

2 Comments

  1. “Países Baixos”? Não acredito! Nunca ouvi falar em uma seleção de nome Países Baixos. E para além de nunca ouvir falar também posso dizer que no sítio da UEFA não existem os Países Baixos!! Jornalismo de pouca qualidade é no que dá…

    • “Porque é que a Holanda quer ser conhecida como Países Baixos?

      Governo gastou 200 mil euros para alterar a marca do país, que começa a ser aplicada em janeiro.

      Sabia que o país das tulipas e dos moinhos de vento, dos pintores Van Gogh, Rembrandt ou Vermeer, da Laranja Mecânica de Johan Cruijff ou Marco Van Basten, do maestro e violonista André Rieu, da casa de Anne Frank ou do Rijksmuseum não se chama Holanda? O nome oficial é Países Baixos (Nederlands, no original) e é assim que quer passar a ser conhecido internacionalmente.”
      DN, 28 Dezembro 2019
      .
      De pouca qualidade é o teu conhecimento…

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