Sem sucesso na Europa, Olunga é o diamante de Luís Castro (e leva sete golos em dois jogos)

AFP

Michael Olunga, avançado do Al-Duhail.

Com uma passagem sem sucesso pelo Girona, Michael Olunga é um marcador prolífico na Ásia, onde é treinado por Luís Castro e onde leva sete golos em dois jogos.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

O jogo entre o Al-Duhail e o Al-Sailiya, a contar para a 4.ª jornada da Stars League Catar, estava num impasse e o marcador ao intervalo assinalava um empate a zero. O treinador dos caseiros, o português Luís Castro, decidiu lançar no encontro mais um avançado e fez entrar Michael Olunga para os segundos 45 minutos.

O queniano, virtualmente desconhecido na Europa, fez valer a aposta do antigo técnico do Shakhtar Donetsk e marcou uma mão cheia de golos. Os tentos marcados aos 56, 62, 68, 79 e 85 minutos valeram a vitória por 5-0 ao Al-Duhail, que é segundo classificado da Liga, em igualdade pontual com o Al-Sadd, treinado por Xavi Hernández.

Esta foi também a quarta vitória em outras tantos jogos de Luís Castro como treinador do Al-Duhail.

Michael Olunga, autor dos cinco golos da vitória, não é estranho à arte de finalizar. Se este ano já leva sete golos em apenas dois jogos, no ano passado foi autor de 20 golos em 22 encontros.

O avançado de 27 anos foi comprado por 6 milhões de euros ao Kashiwa Reysol, do Japão. Em terreno nipónico, Olunga também mostrou ser um goleador prolífico. Nas três temporadas em que lá esteve, apontou 61 golos em 78 partidas.

Numa partida frente ao Kyoto Sanga, em 2019, fez sete golos de uma goleada por 13-1.

Antes disso, em 2018, tinha estado na sua primeira e única experiência na Europa, ao serviço do Girona. O queniano foi emprestado ao emblema espanhol pelos chineses do Guizhou Zhicheng. O ponta-de-lança não estava a ter uma passagem feliz pela China, marcando apenas dois golos em nove jogos.

Na La Liga, Olunga também não teve um fado melhor. Nos 16 jogos que participou, marcou apenas três golos pelo conjunto então treinado por Pablo Machín. No Girona foi colega de equipa de Pedro Porro, que, na altura, tinha apenas 18 anos de idade.

PUBLICIDADE

  Daniel Costa, ZAP //

Deixe o seu comentário

Your email address will not be published.