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Obras de arte de Miguel Ângelo restauradas graças a bactérias

George M. Groutas / Wikimedia

Detalhe da obra de arte “Noite”, de Miguel Ângelo, na Basílica de São Lourenço, em Florença.

Uma equipa de restauradores usou bactérias para limpar a sujidade de várias obras de arte na Capela dos Médici, em Florença, entre as quais algumas esculturas de Miguel Ângelo.

Os mármores de Miguel Ângelo na Capela dos Médici, no interior da Basílica de São Lourenço, em Florença, Itália, foram limpos de uma maneira pouco habitual.

Uma equipa de restauradores de arte decidiu espalhar algumas bactérias sobre as obras de artes, limpando a sujidade acumulada ao longo de séculos, relata o The New York Times.

Para cada tipo de mancha no mármore, a equipa escolheu uma determinada estirpe de bactérias. Estas bactérias conseguem decompor coisas como poluentes em componentes relativamente inofensivos para os humanos.

As diferentes estirpes de bactérias corroeram resíduos, cera e até mesmo as manchas de um cadáver que foi despejado num dos túmulos em 1537, realça o The Verge. Os resultados do trabalho da equipa de especialistas vão ser revelados ao público neste mês de junho.

Por exemplo, os restauradores usaram bactérias isoladas de uma zona industrial de Nápoles para limpar a cera deixada por velas votivas no “Encontro de Leão e Átila”, um relevo de mármore, obra de Alessandro Algardi.

Embora pareça uma técnica bizarra, esta não é a primeira vez que bactérias são usadas para limpar arte. Itália é particularmente conhecida por usar micróbios para restaurar obras de arte.

Uma outra equipa de investigadores descobriu até que alguns micróbios que vivem nos pigmentos das pinturas podem ajudar a evitar que a obra de arte se deteriore.

  Daniel Costa, ZAP //

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