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Cientistas identificam novo tipo de resposta ao stress desencadeada pela condução

Toda a gente conhece a sensação física de quando estamos num carro a acelerar. Mas poucos sabem o que isso pode estar a fazer ao nosso corpo.

De acordo com o site Science Alert, cientistas investigaram os efeitos fisiológicos da aceleração numa pequena experiência, na qual foi pedido aos participantes que simplesmente conduzissem pela zona de Bryan-College Station, no Texas.

As condições eram boas – pouco trânsito e bom tempo –, mas, embora parecesse uma viagem de carro banal, os resultados da investigação revelaram algo totalmente diferente.

Segundo os cientistas, cujo estudo foi publicado este mês na Extended Abstracts of the 2021 CHI Conference on Human Factors in Computing Systems, cerca de metade dos voluntários experienciou uma forma de hiperexcitação – uma resposta de stress elevado desencadeada pelas paragens e avanços frequentes de simplesmente conduzir pela cidade, mesmo em velocidades baixas.

Na experiência, 11 participantes tiveram a sua resposta ao stress monitorizada por uma câmara de imagem térmica instalada no carro, que mediu os níveis de transpiração perinasal (resposta involuntária indicativa de excitação do sistema nervoso simpático). Simultaneamente, um computador registava a aceleração, velocidade, força de frenagem e direção do veículo.

“Os eventos de aceleração eram do tipo mundano como, por exemplo, entrar numa autoestrada a partir de uma entrada de acesso ou começar a andar depois de um sinal vermelho”, escreveram os autores no seu artigo.

Apesar da trivialidade, estas situações foram suficientes para provocar reações de excitação significativamente maiores à aceleração em cerca de metade dos motoristas.

“As diferenças foram significativas, com os participantes ‘acelerados’ a registar quase 50% mais stress do que os ‘não acelerados’. Foi um comportamento muito consistente, o que significa que, com toda a probabilidade, esta é uma característica humana inata”, explica Ioannis Pavlidis, fisiologista computacional da Universidade de Houston e um dos autores do estudo.

São necessários estudos mais amplos para perceber melhor este fenómeno, assim como tentar entender quais podem ser as consequências a longo prazo.

  ZAP //

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