Novo teste à covid-19 pode analisar mais de 1.000 amostras de uma vez

Sebastian Maerkl

Um novo teste de anticorpos à covid-19 pode analisar mais de mil amostras de uma só vez. Além disso, requer pouco sangue, é prático e é barato.

Desde o início da pandemia que se houve epidemiologistas avisar que os testes de anticorpos são uma boa forma de rastrear a disseminação de casos de SARS-CoV-2.

Embora não sejam os melhores para detetar casos atuais — já que os anticorpos podem demorar semanas a desenvolver-se — são úteis para determinar que proporção de comunidades foram infetadas com o vírus no passado.

Uma equipa de investigadores criou um teste altamente preciso que pode analisar cerca de um milhar de amostras simultaneamente. Este novo teste distancia-se dos atuais, que por vezes oferecem resultados imprecisos, são caros e requerem muito sangue, escreve o Tech Explorist.

A principal vantagem deste novo teste é que se pode fazer muitos testes de uma vez com poucos reagentes, tornando-o prático e barato. O teste tem o tamanho de uma pen USB e consegue analisar 1.024 amostras ao mesmo tempo.

Se anticorpos contra a SARS-CoV-2 estiverem presentes numa das amostras de sangue, uma molécula gera um sinal que pode ser detetado através de um brilho fluorescente sob um microscópio.

“Executar centenas de ensaios numa única plataforma significa que uma pessoa pode realizar mais ensaios em menos tempo, com potencial poupança de custos em trabalho humano. Se se fizer um cálculo retroativo e considerar tudo, incluindo os custos salariais e os custos dos reagentes, é cerca de 0,5 francos suíços [45 cêntimos] por ensaio. É quase insignificante”, explicou o coautor Sebastian Maerkl, em comunicado divulgado pela École Polytechnique Fédérale de Lausanne, na Suíça.

“Este teste é muito atraente para estudos epidemiológicos em larga escala. Pode até ser usado para regiões geográficas remotas que não têm capacidade laboratorial suficiente, por exemplo, para realizar estudos de soroprevalência na África Subsariana”, acrescentou, por sua vez, a coautora Isabella Eckerle.

O teste requer uma pequena quantidade de sangue, tornando este método muito atraente para uso em crianças. O estudo foi publicado esta terça-feira na revista científica PNAS.

Daniel Costa, ZAP //

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