Nova Iorque supera Londres como capital financeira do mundo

Devido à turbulência causada pelo Brexit, Nova Iorque (Estados Unidos) superou Londres (Reino Unido) como a capital financeira global. De acordo com uma pesquisa divulgada na terça-feira, a cidade norte-americana lidera os serviços financeiros na atualidade.

No Panorama Regulatório Global de 2019, desenvolvido pela empresa de consultoria Duff & Phelps, foram entrevistados 183 líderes especializados em capital privado, gestão de ativos, bancos e política, entre outros, sobre a sua opinião quanto à localização do maior centro financeiro do mundo, noticiou o Week na quarta-feira.

Segundo a CNBC, “Londres e Nova Iorque trocaram de lugar no ‘ranking’ a partir de 2018, com 52% dos entrevistados a escolher Nova Iorque como o centro financeiro global, enquanto 36% escolheram Londres. No ano anterior, 42% tinha escolhido Nova Iorque e 53% Londres”.

“No ano passado, o Brexit lançou uma sombra de incerteza sobre a economia do Reino Unido. Agora transformou-se numa crise completa”, informou o relatório.

Como informou a Reuters, ministros britânicos disseram na semana passada que o setor financeiro do Reino Unido sairia mais forte do Brexit. No entanto, o relatório da Duff & Phelps mostrou que Dublin (Irlanda), Frankfurt (Alemanha) e Luxemburgo (Luxemburgo) também se saíram melhor este ano, à medida que a indústria financeira da União Europeia (UE) procura um novo centro financeiro.

Hernan Piñera / Flickr

Parlamento britânico / House of Commons em Westminster, Londres, Reino Unido

Citando o sócio-gerente de serviços financeiros da EY, Omar Ali, a Sky News avançou que “o quadro económico moderado, a incerteza do Brexit e o surgimento de algumas tendências de longo prazo – como o declínio na compra de carros e os altos preços das casas – estão a cobrar o seu preço”.

Mencionados no relatório são também outros potenciais candidatos para a posição. “Olhando para o futuro, a difusão da globalização da influência começa a ser aparente: 12% dos entrevistados esperam que Hong Kong [China] seja o centro financeiro mais proeminente do mundo daqui a cinco anos, um forte contraste com os 3% que tinham essa opinião há apenas um ano”.

A pesquisa abordou igualmente os esforços globais contra o branqueamento de capitais e o combate ao terrorismo financeiro, concluindo que a fraqueza nessa área não é uma questão de recursos mas sim de coordenação interinstitucional, bem como outras questões relativas à regulamentação financeira.

Esta não é a primeira vez que o Brexit acarreta más notícias para a cidade. Em 2018, a Sky News noticiou que o Índice Global de Centros Financeiros da Z/Yen revelou que Nova Iorque já tinha ultrapassado a capital do Reino Unido.

O mesmo índice apontou que Zurique [Suíça], Frankfurt, Amesterdão [Holanda], Viena [Áustria] e Milão [Itália] subiram significativamente no ‘ranking’. “Esses centros podem ser os principais beneficiários da incerteza causada pelo Brexit“.

  TP, ZAP //

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