Nova análise ao túmulo de Tutankhamon. Cientistas querem finalmente encontrar a rainha Nefertiti

(cv) Euronews / YouTube

Câmaras secretas no túmulo de Tutankhamon podem esconder Nefertiti

Um dos mistérios mais enigmáticos do Egito pode estar perto de ser desvendado. Uma equipa de cientistas levou a cabo uma nova análise de radar que pode confirmar ou desmentir a teoria que sustenta que os restos mortais de Nefertiti, a rainha mais famosa do Antigo Egito, estão numa câmara secreta no lendário túmulo de Tutankhamon.

Conhecida pela sua beleza e governação, Nefertiti foi uma rainha icónica do Antigo Egito. Era a a esposa principal do faraó Amenófis IV, mais tarde conhecido como Akhenaton, que governou durante o século 14 a.C. Apesar de ser muito conhecida, em grande parte devido ao seu busto que está exposto no Museu Egípcio de Berlim, na Alemanha, os seus restos mortais nunca foram encontrados.

Uma equipa internacional de arqueólogos, que conta com especialistas britânicos e egípcios e que foi liderada pelo ex-ministro das Antiguidades do Egito Mamdouh Damati, acredita que a monarca pode estar enterrada numa câmara secreta no túmulo de Tutankhamon.

Estas suspeitas não são novas: já em 2015 o arqueólogo britânico Nicholas Reeves anunciou ter descoberto duas câmaras secretas no lugar de eterno descanso do rei Tut. Uma das câmaras, apontou na altura, poderia conter os restos mortais de Nefertiti.

Agora, estas suspeitas poderão ser confirmadas. O túmulo, que é uma das maiores atrações turísticas do Cairo, foi alvo de uma nova análise de radar que durou três dias e foi concluída na passada quarta-feira, tal como noticiou a Fox News e o News.com.au.

Análises anteriores revelaram a presença de vestígios de matéria orgânica atrás das paredes do túmulo de Tutankhamon, que foi descoberto em 1922 por Howard Carter. Contudo, os cientistas não sabem precisar se as cavidades encontradas na área são de origem natural ou se foram construídas por pessoas.

Se os químicos provarem agora que as cavidades dentro do túmulo de Tutankhamon são de origem humana, a nova investigação comprovará a teoria de Reeves. O egiptólogo acredita que Nefertiti, que nasceu por volta de 1370 a.C e terá morrido aos 40 anos de dia, pode mesmo estar enterrada junto ao túmulo de Tutankhamon.

Para comprovar a teoria, algumas das paredes das câmaras poderão ter que ser derrubadas, apontaram ainda os cientistas.

A descoberta do século XXI?

A procura pelos restos mortais de Nefertiti é um mistério antigo, tendo colecionado ao longo dos anos vários entusiastas e céticos. Reeves, que “caça” o túmulo desta rainha já há duas décadas é um dos especialistas mais entusiastas.

“Cada evidência por si só não é conclusiva, mas juntando tudo é difícil evitar a minha conclusão”, disse Reeves, em meados de 2015, depois de ter publicado um artigo sob o título The Burial of Nefertiti. “Se estou errado, estou errado, mas, se estiver certo, esta é potencialmente a maior descoberta arqueológica já feita”, disse, citado pelo News.au.

O entusiasmos chegou também aos ministério do Egito. “Não sabemos se a câmara funerária pertence a Nefertiti ou outra mulher, mas está repleta de tesouros… Será um Big Bang – a descoberta do século XX”, disse, em 2016, o ministro do Turismo do país.

Por sua vez, o ministro das Antiguidades, Khaled El-Enany, insistiu que nenhuma exploração invasiva poderia danificar o túmulo. Até então, e tendo em conta que o Big Bang da Arqueologia não foi ainda anunciado, o desafio tem sido encontrar uma tecnologia capaz de realizar testes sem danificar a área para comprovar a teoria.

Contudo, a teoria da câmara secreta tem semeado alguns céticos. O ex-ministro de antiguidades egípcias e Zahi Hawass, especialista conhecedor da arqueologia egípcia, parecem não acreditar na teoria.

Também uma equipa de cientistas italianos descartou esta possibilidade em 2018, dando conta que não há qualquer evidência de descontinuidades nas paredes. Nas suas palavras, a teoria pode ser deixada “com elevado grau de confiança”.

A nova investigação, que é já a terceira análise de radar ao lendário túmulo com mais de 3000 anos, pode ajudar a desvendar o mistério que continuará, certamente, a dividir especialistas por todo o mundo. A avaliação deve ser concluída até ao final do ano, de acordo com as mesmas fontes.

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