Netflix vai avançar com o fim da partilha de contas (e não quer saber se isso o incomoda)

A Netflix vai intensificar o fim da partilha de contas a partir de abril e está a contar com a saída de alguns utilizadores da plataforma — mas não quer saber.

Há muito que a Netflix tornou pública a sua vontade de terminar com a utilização da mesma conta por vários utilizadores, por via da partilha de palavra-passe, tendo implementado, ao longo dos anos, vários sistemas que dificultam a prática.

A Netflix planeia agora impor “mais amplamente”, no final do primeiro trimestre de 2023, regras de partilha de senhas, anunciou a empresa no seu mais recente relatório para acionistas. Assim, estima-se que o plano da empresa entre em vigor a partir de abril deste ano.

“Embora os nossos termos de utilização limitem o uso da Netflix a uma família, reconhecemos que isso é uma mudança para membros que partilham as suas contas de forma mais ampla”, escreve o serviço de streaming. “À medida que lançamos o compartilhamento pago, os membros em muitos países também terão a opção de pagar mais se quiserem partilhar Netflix com pessoas com quem não moram”.

Apesar de reconhecer que isto será um problema para muitas pessoas, a Netflix não se mostra muito preocupada.

A Netflix espera uma “reação de cancelamento” após o fim da partilha de contas, mas realça que os benefícios a longo prazo das pessoas que pagam por contas adicionais resultarão em “receita geral aprimorada”.

A Netflix já testou várias formas de limitar a partilha senhas na América do Sul e começou a solicitar que utilizadores no Chile, Costa Rica e Peru paguem por uma “subconta extra” caso seja detetado alguém fora da casa a usar a conta.

Apesar das múltiplas tentativas da Netflix em acabar com esta prática, a necessidade e urgência da mudança de regras logo nas primeiras horas de 2023 deve-se à queda de receitas que a empresa tem anunciado nos últimos meses.

Depois de um boom nas subscrições motivado pela pandemia da covid-19, e com uma parte significativa da população mundial em casa, os meses que se seguiram, sobretudo em 2022, foram marcados pelo cancelamento das assinaturas (menos 970 mil, a maior queda de sempre). Como consequência, argumenta a empresa, a capacidade de investir em novos conteúdos.

  ZAP //

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