“Desapareceu tudo. Só há corpos”. Número de mortos nas Bahamas sobe para 30

LPhot Paul Halliwell / British Ministry of Defence / EPA

Furacão Dorian deixa rasto de destruição nas Bahamas

O balanço do número de mortos da passagem do furacão Dorian pelas Bahamas subiu de 20 para 30, um registo que pode ainda aumentar.

De acordo com o ministro da Saúde, Duane Sands, o número de mortos pode ser “significativamente maior”, à medida que as equipas de resgate prosseguem com as missões de busca. Os corpos das vítimas — agora 30 mortos — foram encontrados nas ilhas Ábaco e ilha da Grande Bahama.

Segundo o primeiro-ministro, Hubert Minnis, 60% de Marsh Harbour, a principal cidade das Ábaco, ficou destruída. O aeroporto ficou sob a água, com a pista inundada, e toda a zona parecia um lago.

Os ventos fortes e as águas castanhas e lamacentas destruíram ou danificaram gravemente milhares de casas, incapacitando a atividade de hospitais e deixando muitas pessoas presas em sótãos.

“A minha ilha de Abaco, foi-se tudo. Não há bancos, não há lojas, não há nada. Desapareceu tudo, só há corpos“, disse Ramond A. King, habitante de Marsh Harbour, citado pelo jornal Público.

As Nações Unidas vão enviar “em breve” oito toneladas de alimentos para as Bahamas, estimando o Programa Alimentar Mundial (PAM) que mais de 60 mil pessoas precisam de comida (das 76 mil que necessitam de apoio). Nos próximos três meses serão enviadas 85 toneladas.

O secretário-geral-adjunto para os Assuntos Humanitários das Nações Unidas, Mark Lowcock, indicou na quarta-feira que a ONU tinha desbloqueado um milhão de dólares (cerca de 906 mil euros) do seu fundo de emergência para prestar os primeiros socorros aos afetados.

As Bahamas foram atingidas, no último domingo, pelo mais forte furacão registado na história do arquipélago, com ventos até 295 quilómetros por hora e chuvas torrenciais, antes de seguir na terça-feira em direção à Florida.

Quatro mortes nos Estados Unidos

O furacão Dorian atingiu na quinta-feira os estados norte-americanos da Carolina do Norte e do Sul com ventos violentos, tornados e chuvas laterais, tendo sido atribuídas à tempestade pelo menos quatro mortes no sudeste dos Estados Unidos.

As quatro mortes ocorreram na Florida e na Carolina do Norte e as vítimas foram homens que caíram ou foram eletrocutados quando aparavam árvores ou preparavam as habitações para enfrentarem o furacão.

O Dorian arrancou telhados, inundou ruas e deixou mais de 250 mil habitações e empresas sem energia, enquanto avançava para norte, ao longo da costa norte-americana, embora os seus ventos tenham diminuído dos 175 para os 165 quilómetros por hora.

O furacão enfraqueceu para tempestade de categoria 1, mas os meteorologistas dizem que a ameaça não baixou. Atualmente, está a 89 quilómetros a leste de Wilmington, na Carolina do Norte, e a 48 quilómetros a sul-sudoeste de Cape Lookout, no mesmo estado, movendo-se para nordeste a 24 quilómetros por hora.

O Centro Nacional de Furacões dos EUA, em Miami, diz que o movimento do furacão deve continuar, com um aumento de velocidade até sábado. O centro da tempestade vai mover-se para perto ou sobre a costa da Carolina do Norte nas próximas horas, antes de se mudar para o “sudeste do extremo sudeste da Nova Inglaterra”, hoje à noite e no sábado pela manhã, e depois para a Nova Escócia.

O alerta de tempestade foi suspenso para o sul de Wrightsville Beach, na Carolina do Norte, mas as inundações continuam a ser uma possibilidade nalgumas áreas da Carolina do Norte, dependendo da maré e da distância da tempestade relativamente à costa.

Depois de provocar tornados na Carolina do Sul, o furacão Dorian está a aproximar-se e deverá atingir diretamente a zona de Outer Banks, uma longa sequência de estreitas ilhas em forma de barreira ao largo da costa da Carolina do Norte, na costa leste dos EUA.

Na ilha de Ocracoke, perto do extremo sul da costa de 322 quilómetros de extensão de ilhas barreira, cerca de metade dos mil moradores mantém-se no local para enfrentar a tempestade. Mais ao norte, a Virgínia também está em perigo.

Espera-se que ventos noturnos façam com que árvores e galhos caiam nas linhas de energia e os detritos possam impedir as equipas de reparação de ter acesso às linhas danificadas.

ZAP // Lusa

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